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Spatium10 Arquivo/Archive
Raquel de Caria Patrício

  • Portugal
  • UnB & ISCSP
  • Doutoramento / PhD.
  • Reflexões Brasilianistas
  • ____________________________

    A Emergência Brasileira nos contextos América Latina, EUA e Lusofonia [VER]
    Brazil's Ascension regarding Latin America, USA and Lusophonia [READ]

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    Luiz Moniz Bandeira

  • Brasil / Brazil
  • USP & UnB
  • Professor Emeritus
  • Wikipedia PT & Wikipedia EN
  • ____________________________

    As RI Brasileiras Históricas e Contemporâneas [VER]
    Brazil's Historical and Modern International Relations [READ]

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    James Robert Russell

  • EUA / USA
  • Harvard
  • Doutoramento / PhD.
  • Harvard Profile
  • ____________________________

    As Civilizações Arménia e Iraniana pré-Islâmica [VER]
    The Armenian and pre-Islamic Iranian Civilizations [READ]

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    Alexandre Reis Rodrigues

  • Portugal
  • Academia Naval / Naval Academy
  • Vice-Almirante / Vice-Admiral
  • Jornal de Defesa e RI
  • ____________________________

    Portugal e a Marinha Portuguesa no Século XXI [VER]
    Portugal and its Navy in the XXI Century [READ]

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    José Adelino Maltez

  • Portugal
  • ISCSP
  • Professor Catedrático / Professor
  • Sobre o tempo que passa
  • ____________________________

    Assuntos Vários [VER]
    Various Topics [READ]

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    Isabel David

  • Portugal
  • ISCSP
  • Mestrado / Masters
  • ____________________________

    A Importância da Europa Oriental nos Contextos Regional e Mundial [VER]
    The Importance of Eastern Europe in Regional and Global Contexts [READ]

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    Estevao de Rezende Martins

  • Brasil / Brazil
  • UnB
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    A História e a Filosofia do Mundo Contemporâneo [VER]
    Translating... [SOON]

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    Marcos Farias Ferreira

  • Portugal
  • ISCSP & Aberystwyth University
  • Doutoramento / PhD.
  • ____________________________

    Os Fundamentos da actual Teoria das Relações Internacionais [VER]
    Translating... [SOON]

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    Amado Luiz Cervo

  • Brasil / Brazil
  • UnB
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    A História da Inserção Internacional do Brasil [VER]
    Translating... [SOON]

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    Eiiti Sato

  • Brasil / Brazil
  • UnB
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    A Política na História e Presente do Brasil [VER]
    Translating... [SOON]

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    Moisés da Silva Marques

  • Brasil / Brazil & Portugal
  • USP
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    Os Novos Vectores da Política Externa Brasileira [VER]
    Translating... [SOON]

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    Jeanne L. Wilson

  • EUA / USA
  • Harvard
  • Doutoramento / PhD.
  • Harvard Profile
  • ____________________________

    As Relações Sino-Soviéticas no pós-II G.M. [VER]
    Sino-Russian relations in the post-WW2 Era [READ]

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    Fernando Nobre

  • Portugal
  • Universidade Livre de Bruxelas /Free University of Brussels
  • Doutoramento / PhD.
  • AMI
  • História da AMI
  • ____________________________

    O Percurso e Actuação da AMI [VER]
    Translating... [SOON]

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    Umberto Celli Junior

  • Brasil / Brazil
  • Universidade de São Paulo /Sao Paulo University
  • Doutoramento / PhD.
  • Perfil no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil
  • ____________________________

    A Dimensão Económica do Cone Sul [VER]
    Translating... [SOON]

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    Ilya Baryshev

  • Russia
  • Academia Russa de Ciências / Russian Academy of Sciences
  • Doutoramento / PhD.
  • ____________________________

    A traduzir... [BREVEMENT]
    US/EU Governance Crisis? [READ]

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    Herança:
    Torre de Belém - Uma Fortaleza Seiscentista [VER]

    Castelo de São Jorge - Marcando uma Posição [VER]

    Capela da Boa Viagem - Cúpula de Confissões e Orações [VER]

    Próxima:
    Museu Fundação Oriente - Recuperando Memórias
    A reconfigurar...
    Publicações: Apelido, Nome: Título

    Antiguidades/Oldies

    Documentos
  • Constituição da República Islâmica do Irão

  • A
  • Agnew, John: Geopolitics, Re-Visioning World Politics
  • Almeida, João de: O Espírito da Raça Portuguesa na sua Expansão Além-Mar
  • Almeida, Políbio Valente de: Ensaios de Geopolítica
  • Amaral, Diogo Freitas: Uma Solução para Portugal
  • Aristóteles: Política
  • Atkinson, David & Dodds, Klaus: Geopolitical Traditions

  • B
  • Bessa, António Marques: O Olhar de Leviathan
  • Bessa, António Marques & Dias, Carlos Mendes: O Salto do Tigre
  • Bin, Sun: A Nova Arte da Guerra
  • Bon, Gustave le: Psicologia das Massas

  • C

    D
  • Defarges, Philippe: Introdução à Geopolítica
  • Deus, Ruth Costa: A Política Externa Americana e a Europa
  • Dias, Carlos Mendes: Kissinger e Brzezinski
  • Dias, Carlos Mendes & Bessa, António Marques: O Salto do Tigre
  • Dodds, Klaus & Atkison, David: Geopolitical Traditions
  • Dougherty, James & Pfaltzgraff, Robert: Relações Internacionais

  • E
  • Engels, Friedrich: A Origem da Família, da Propriedade e do Estado
  • Estulin, Daniel: O Clube Bildeberg

  • F
  • Farouki, Nayla: A Metafísica
  • Frattini, Eric: A Santa Aliança
  • Frattini, Eric: ONU - História da Corrupção
  • Fukuyama, Francis: A Construção de Estados

  • G
  • Garrett, Almeida: Portugal na Balança da Europa
  • Georgel, Jacques: O Salazarismo
  • Gomez, Hipólito & Telo, António: Portugal e Espanha nos Sistemas Internacionais Contemporâneos
  • Gorce, Paul-Marie de la: 1939-1945

  • H
  • Huntington, Samuel: O Choque das Civilizações

  • I

    J

    K
  • Kant, Immanuel: Fundamentação da Metafísica dos Costumes
  • Keegan, John: Espionagem na Guerra
  • Keegan, John: Uma História da Guerra
  • Kinzer, Stephen: Os Homens do Xá
  • Kissinger, Henry: Precisará a América de uma Política Externa?

  • L
  • Landes, David: A Riqueza e a Pobreza das Nações
  • Lara, António de Sousa: Ciência Política
  • Lara, António de Sousa: Colonização Moderna e Descolonização
  • Lara, António de Sousa: Imperialismo, Descolonização, Subversão e Dependência
  • Lenine, Vladimir: Duas Tácticas
  • Lenine, Vladimir: O Direito das Nações Disporem de Si Próprias
  • Lepenies, Wolf: A Ascensão e Declínio dos Intelectuais na Europa
  • Lescuyer, Georges & Prélot, Marcel: História das Ideias Políticas (Vol. I)

  • M
  • Maltez, José Adelino: Curso de Relações Internacionais
  • Maltez, José Adelino: Princípios de Ciência Política
  • Maquiavel, Nicolau: O Príncipe
  • Marx, Karl: Contribuição para a Crítica da Economia Política
  • More, Thomas: Utopia
  • Moreira, Adriano: Ciência Política
  • Moreira, Adriano: Notas do Tempo Perdido
  • Moreira, Adriano: O Novíssimo Príncipe
  • Moreira, Carlos: Planeamento e Estratégias de Investigação

  • N
  • Nietzsche, Friedrich: A Origem da Tragédia
  • Nordström, Kjell & Ridderstråle, Jonas: Funky Business

  • O

    P
  • Page, Martin: The First Global Village
  • Pfaltzgraff, Robert & Dougherty, James: Relações Internacionais
  • Platão: A República
  • Platão: Apologia de Sócrates e Crítone
  • Platão: Fédon
  • Platão: Górgias
  • Platão: O Banquete
  • Platão: Protágoras e Crítone
  • Prélot, Marcel & Lescuyer, Georges: História das Ideias Políticas (Vol. I)

  • Q

    R
  • Ridderstråle, Jonas & Nordström, Kjell: Funky Business

  • S
  • Selecções do Reader's Digest: Grandes Casos de Espionagem na II Guerra Mundial
  • Silva, Joaquim: Portugal/Brasil, Uma Década de Relações Económicas
  • Soares, Mário: Escritos Políticos
  • Sutcliffe, Bob: 100 Imagens de um Mundo Desigual

  • T
  • Telo, António & Gómez, Hipólito: Portugal e Espanha nos Sistemas Internacionais Contemporâneos
  • The Times: História da Guerra
  • Tzu, Sun: A Arte da Guerra

  • U

    V
  • Vieira, Padre António: Sermão de Santo António aos Peixes e Carta a D. Afonso VI
  • Vieira, Padre António: Sermões

  • W

    X

    Y

    Z

    Symposium
    Brevemente...
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    Nostrum Citatus

    O Caminho do Conhecimento decerto não te indicará a esquerda da direita, mas tão só o Norte.


    Antropologia
  • O Conceito de Religião
  • Religiões & Judaísmo
  • Religiões & Cristianismo
  • Religiões & Islão
  • Religiões & Gnosticismo
  • Religiões & Agnosticismo
  • Religiões & Ateísmo
  • Religiões & Espiritismo
  • Religiões & Satanismo
  • Religiões & Budismo
  • Religiões & Confucionismo
  • Religiões & Hinduísmo
  • Religiões & Xintoísmo
  • Sincretismo & Ecletismo
  • Classificação de Mitos
  • Evolucionismo Social
  • Difusionismo
  • História Cultural
  • Escola de Cultura e Personalidade
  • Funcionalismo
  • Estructural Funcionalismo
  • Antropologia Social
  • Estructuralismo
  • Interpretativismo
  • Pós-Modernismo
  • Abordagens Universalistas
  • Abordagens Particularistas
  • Aculturação
  • Teorias Evolutivas & Ideiacionais
  • A Comunidade
  • Comunidade & Sociedade
  • Mitos & Ritos
  • Nacionalismo vs. Patriotismo I
  • Nacionalismo vs. Patriotismo II

  • Conceitos Jurídicos
  • Contribuição Teórica
  • Características e Estrutura da Norma Jurídica
  • Direito Romano e Jurisprudência
  • Tipos de Estatuição e Normas
  • Tipos de Sanções
  • Elementos e Sujeitos da Relação Jurídica
  • Pirâmides Normativas
  • Fontes de Direito
  • Introdução ao Direito Internacional
  • As Origens do Direito Internacional

  • Conferências
  • Sistema Petrolífero Mundial
  • Participant's Assessmento to SIMOTAN 2007
  • Participant's Assessment to PAYS 2007
  • O Sahara Ocidental - Um Timor-Leste à Nossa Porta
  • Motivações e Emigrações Africano-Europeias
  • O Ciberterrorismo
  • As Ameaças Ambientais e a Desertificação do Norte de África
  • Consideração da Delegação do Japão relativa à Nuclearização do Irão
  • Consideração da Delegação do Japão relativa à Reforma do Conselho de Segurança
  • Consideração da Delegação do Japão relativa ao PortugalMUN
  • Consideração da Delegação do Japão perante a Assembleia Geral
  • A Importância Civilizacional do Poder Marítimo
  • O Processo de Integração Europeia e a Parceria Estratégia com a Federação Russa

  • Co-Autoria
    O Papel do Irão na Região
  • O Papel do Irão na Região
  • O Mercado Internacional do Petróleo
  • A Influência dos EUA no Médio Oriente
  • Os Opositores da Nuclearização do Irão
  • Os Apoiantes da Nuclearização do Irão
  • Para um Entendimento sobre a Ascensão do Irão
  • Qual o Futuro do Irão na Região?


  • O Papel da Alemanha na Sociedade Internacional entre as Duas Grandes Guerras


  • A Revolução Islâmica de 1979
  • Prólogo
  • Introdução
  • O Irão da Pérsia aos Safávidas
  • O Islão na Pérsia
  • O Irão dos Safávidas aos Pahlavis
  • O Jogo do Petróleo no Irão
  • O Início da Relação Irão-Ocidente
  • O Irão na II Guerra Mundial
  • O Irão na Guerra-Fria
  • O Projecto Reformista do Shah
  • Um Desagrado Crescente
  • As Manifestações de Janeiro, 1978
  • O Incêndio de Abadan
  • A Sexta-feira Negra
  • Os Últimos Dias do Trono do Pavão
  • O Período Pós-Revolucionário
  • A Constituição da República Islâmica do Irão
  • Os Legados Religioso e Humanista
  • O Legado Humanista
  • A Ambiguidade Soberana da República Islâmica do Irão
  • Conclusão e Bibliografia


  • O Sistema de Defesa Anti-Mísseis
  • Contextualização Histórica
  • A Perspectiva Norte-Americana
  • O Papel da Rússia
  • O Papel da Europa
  • Considerações Finais


  • O Conflito Israelo-Palestiniano
  • Prólogo
  • Introdução
  • Uma Terra de Estrangeiros e Palestinianos
  • A Fundação do Estado de Israel
  • A Guerra da Independência
  • O Problema do Reconhecimento Internacional
  • A Crise do Suez
  • A Guerra dos Seis Dias
  • A Guerra Yom Kippur
  • Os Acordos de Camp David
  • A Guerra do Líbano
  • A I Intifada
  • A I Intifada nas Nações Unidas
  • A Conferência de Paz de Madrid
  • Os Acordos de Oslo
  • As Intifadas e o Programa Nuclear Israelita
  • A II Intifada
  • Tratado de Paz entre Israel e Jordânia
  • As Organizações envolvidas no Conflito
  • A Relação dos EUA com a Palestiniana
  • As Administrações Norte-Americanas no Conflito
  • Conclusão & Bibliografia

  • O Discurso dos Estados do TCA em Relação à Internacionalização das Vias Fluviais
  • Introdução
  • O Discurso Geopolítico por Wanderley Messias
  • Ratzel
  • Mahan
  • Mackinder
  • Uma Re-leitura de Haushofer
  • Spykman
  • Conclusão

  • Documentos Históricos
  • Carta da O.N.U. - Preâmbulo
  • Carta da O.N.U. - Capítulos I a III
  • Carta da O.N.U. - Capítulos IV a VI
  • Carta da O.N.U. - Capítulos VII a IX
  • Carta da O.N.U. - Capítulos X a XII
  • Carta da O.N.U. - Capítulos XIII a XV
  • Carta da O.N.U. - Capítulos XVI a XIX
  • Constituição dos E.U.A. - Preâmbulo
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo I
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo II
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo III
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo IV
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo V
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo VI
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo VII
  • Constituição de 1822 - Título I
  • Constituição de 1822 - Título II
  • Constituição de 1822 - Título III
  • Constituição de 1822 - Título IV
  • Constituição de 1822 - Título V
  • Constituição de 1822 - Título VI
  • Constituição de Cádis - Título I
  • Constituição de Cádis - Título II
  • Constituição de Cádis - Título III
  • Constituição de Cádis - Título IV
  • Constituição de Cádis - Título V
  • Constituição de Cádis - Título VI
  • Constituição de Cádis - Título VII
  • Constituição de Cádis - Título VIII
  • Constituição de Cádis - Título IX
  • Constituição de Cádis - Título X
  • Declaração de Independência dos E.U.A.
  • Declaração Universal dos Direitos Humanos
  • Discurso Alusivo à Doutrina Monroe
  • Discurso dos Quatorze Pontos de Wilson

  • Ensaio sobre Política do Espaço
  • Breve Introdução
  • Política & Espaço
  • Delimitação Espacial
  • Conceptualização Teórica
  • Caracterização
  • Autonomia Dimensional
  • Esquematização
  • Espaço até ao Século XX
  • Precedentes Conjunturais
  • O Mundo Bipolar
  • A Corrida ao Espaço
  • Unidades de Análise
  • Níveis de Análise

  • Epistemologia
  • Sobre a Epistemologia
  • Sobre o Saber e o Não-Saber
  • Sobre a Gnosiologia
  • Sobre a Lógica das Ciências Sociais
  • Sobre o Método Científico
  • Sobre o Tema do Projecto de Pesquisa
  • Sobre as Hipóteses
  • Sobre a Operacionalização de Conceitos
  • Sobre as Fontes Documentais
  • Sobre o Acesso à Informação
  • Sobre a Ética da Pesquisa
  • Sobre a Amostragem
  • Sobre a Pesquisa Social
  • Projecto de Pesquisa - Detalhe
  • Projecto de Pesquisa
  • Organização e Análise de Dados
  • Organização e Análise de Dados - Detalhe
  • Recolha de Informação
  • Recolha de Informação - Detalhe
  • Preparativos da Pesquisa
  • Preparativos da Pesquisa - Detalhe
  • A Investigação Social

  • Geopolítica
  • Introdução à Geopolítica
  • A Geopolítica Realista
  • A Matriz Histórico-Civilizacional
  • A Matriz Estratégico-Militar
  • A Matriz Histórico-Filosófica
  • Friedrich Ratzel - Sinopse
  • Ratzel - Contextualização Histórica
  • Ratzel - O Homem e o Solo
  • Ratzel - Os Tempos de Ratzel
  • Ratzel - O Lebensraum
  • Ratzel - O Raumsinn
  • Ratzel - As Leis Geográficas
  • Rudolf Kjellén - Sinopse
  • Kjellén - A Política da Geopolítica
  • Kjellén - O Organicismo Estatal
  • Alfred Mahan - Sinopse
  • Mahan - Contextualização Histórica
  • Mahan - O Poder Marítimo
  • Mahan - A Posição Geográfica
  • Mahan - A Configuração Física e Extensão Territorial
  • Mahan - O Efectivo Populacional
  • Karl Haushofer - Sinopse
  • Halford Mackinder - Sinopse
  • Mackinder - Contextualização Histórica
  • Mackinder - O Pivot Geográfico da História
  • Mackinder - A Inexpugnabilidade do Pivot
  • Mackinder - A Vulnerabilidade das Potências Marítimas
  • Mackinder - Os Crescentes Interior e Exterior
  • Mackinder - Entre o 1º e o 2º Modelo
  • Mackinder - O Heartland
  • Mackinder - O Coastland Asiático


  • Nicholas Spykman - Sinopse


  • Saul Cohen - Sinopse
  • Cohen - Contextualização Histórica
  • Cohen - O Factor Histórico
  • Cohen - Os Níveis de Hierarquização da Geopolítica
  • Cohen - A Hierarquização dos Espaços Geopolíticos
  • Cohen - As Áreas Ecúmenes
  • Cohen - As Áreas Vazias
  • Cohen - As Áreas Geoestratégicas
  • Cohen - Os Shatterbelts
  • Cohen - Os Gateways
  • Flint - Os Códigos Geopolíticos
  • Flint - As Cinco Avaliações Geopolíticas
  • Flint - A Escala de Códigos Geopolíticos
  • Flint - O Discurso Geopolítico
  • Flint - A Cultura Geopolítica


  • Halford Mackinder - Modelos

  • Geopolítica Aplicada
  • Reflexão Geopolítica sobre o Legado de Karl Haushofer para a II Guerra Mundial
  • A Interacção Anglo-Saxónica na Escola de Geopolítica de Munique
  • A Conjuntura Germânica no Período entre as Grandes Guerras
  • A Estratégia Geopolítica da Alemanha hitleriana
  • O Papel da Alemanha na Sociedade Internacional entre as Grandes Guerras
  • Ensaio sobre a Posição Europeia na Crise do Sistema de Defesa Anti-Míssil

  • O Sistema de Defesa Anti-Mísseis
  • Contextualização Histórica
  • A Perspectiva Norte-Americana
  • O Papel da Rússia
  • O Papel da Europa
  • Considerações Finais

  • A Importância da Geopolítica do Terrorismo
  • Precisões Conceptuais
  • Operacionalização de Conceitos
  • Tipologia do Terrorismo
  • Sobre o Novo Maniqueísmo
  • Constantes Identitárias
  • Linhas de Força
  • A Governance
  • A Luz da Geopolítica
  • Interacções com Subsistemas Internacionais Externos
  • O Ocidente e a América do Norte & Europa
  • O Ocidente a América do Sul
  • O Ocidente e África
  • O Ocidente e a Oceânia
  • O Ocidente e a Ásia
  • O Ocidente e o Médio Oriente
  • Considerações Finais

  • A Internacionalização da Amazónia & Geopolítica Clássica
  • Introdução
  • Contexto: A Epistemologia da Geopolítica e o Jogo de Forças Estatais
  • Ratzel: A Busca por um Espaço Vital Internacional
  • Mahan: A Eliminação de Obstáculos à Integração Regional
  • Mackinder: A Maritimidade do TCA
  • Haushofer: A Emergência de uma Sub-Pan-Região Sul-Americana?
  • Spykman: O Rimland Sul-Americano e a Zona de Contenção da Bacia Amazónica
  • Conclusão


  • História das Relações Internacionais
  • Cronologia da História das Relações Internacionais
  • Introdução Temática
  • Período Faraónico
  • Período Babilónico
  • Período Pré-Helénico
  • Periodo Helénico
  • Período Romano
  • Período Medieval
  • Introdução às Relações Diplomáticas
  • O Fim da Dinastia de Avis
  • A Vinda dos Filipes para Portugal
  • Um Reinado Crescentemente Contestado
  • A Ascensão e Declínio de Filipe III
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Europeu
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Sueco e Holandês
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Francês
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Britânico
  • A Casa de Habsburgo e a Mescla com a Casa de Castela
  • A Cisão do Sacro-Império Romano-Germânico
  • Os Rivais do Poder Habsburgo
  • As Inovações de Vestefália
  • Uma Sinopse da Paz de Vestefália
  • O Período Setecentista
  • Contextualização ao Congresso de Viena
  • O Congresso de Viena - Resumo
  • O Equilíbrio de Poderes
  • A Reacção às Guerras Napoleónicas
  • O Concerto Europeu e a Santa Aliança
  • O Isolaccionismo Norte-Americano na Doutrina Monroe
  • Uma Paz Madura
  • Os Precedentes da Guerra da Crimeia
  • A Questão entre os Impérios Otomano e Russo
  • A Guerra da Crimeia
  • A Europa pós-Crimeia
  • O Processo Evolutivo de Construção do Estado Germânico
  • A Pactomania de Bismarck


  • O Alinhamento das Potências
  • Especificações Interpretativas
  • A Disputa Ideológica na América Latina
  • A Blitzkrieg
  • A Invasão da França
  • A Frente Oriental
  • A Entrada dos EUA na II Guerra Mundial
  • A Viragem na Guerra
  • A Capitulação da Alemanha
  • O Império Japonês
  • O Fim da Guerra
  • O Pós-Guerra Europeu
  • A Europa em Mudança
  • O Surgimento da Esquerda
  • A 2ª Internacional
  • A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
  • O Plano Marshall
  • O Conflito do Suez - Agravamento de Tensões
  • O Conflito do Suez - A Aliança anglo-franco-israelita

  • História Política Portuguesa
  • Introdução à Política em Portugal
  • Cronologia da História da Política Portuguesa do Século XIX
  • * Da Revolução à Primeira Coligação
  • * Da Primeira à Segunda Coligação
  • * Portugal nos Finais do Século XVIII
  • * Afrancesados e Fidalgos
  • * Portugal no Sistema de Alianças
  • * A Fuga das Cortes e a Revolução Liberal
  • Da Segunda Coligação ao Bloqueio Continental
  • Do Bloqueio Continental à 1ª Invasão
  • Da 1ª Invasão à Convenção de Sintra
  • * Da Convenção de Sintra à 2ª Invasão
  • Da 2ª Invasão às Linhas de Torres
  • Das Linhas de Torres à 3ª Invasão
  • * De Fontainebleau à Constituição de Cádis
  • * Da Constituição de Cádis ao Congresso de Viena
  • * A Europa Saída do Congresso de Viena
  • Das Invasões Francesas ao Pacto Colonial
  • Do Pacto Colonial à Revolução de 1817
  • Da Revolução de 1817 ao Sinédrio
  • Do Sinédrio à Revolução de 1820
  • Da Revolução de 1820 à Martinhada
  • * Do Congresso de Viena à Independência do Brasil
  • * Da Independência do Brasil à Crise Dinástica
  • Da Martinhada à Constituição de 1822
  • Da Constituição de 1822 à VilaFrancada
  • Cronologia do Vintismo
  • Detalhes do Vintismo
  • Da VilaFrancada à Abrilada
  • Da Abrilada à Morte de D. João VI
  • Cronologia do Joanismo
  • Da Morte de D. João VI à Carta Constitucional
  • Da Carta Constitucional ao Juramento Miguelista
  • Do Juramento Miguelista à Aclamação de D. Miguel
  • Cronologia do Cartismo
  • Da Aclamação de D. Miguel ao Terror Miguelista
  • Do Terror Miguelista à Sublevação da Terceira
  • Da Sublevação da Terceira à Abdicação de D. Pedro
  • Da Abdicação de D. Pedro ao Cerco do Porto
  • Do Cerco do Porto ao Volte-Face
  • Do Volte-Face a Evoramonte
  • Cronologia do Miguelismo
  • * Da Crise Dinástica ao Equilíbrio de Poderes
  • * Do Equilíbrio de Poderes à Secundarização de Portugal
  • De Evoramonte ao Governo D. Maria II
  • Do Governo de D. Maria II às Reformas de Silveira
  • Cronologia do Setembrismo
  • Das Reformas de Silveira à Belenzada
  • Da Belenzada à Revolta dos Marechais
  • Da Revolta dos Marechais à Constituição de 1838
  • Da Constituição de 1838 ao Cabralismo
  • Do Cabralismo à Revolta de Torres Novas
  • Da Revolta de Torres Novas à Maria da Fonte
  • Da Maria da Fonte à Emboscada
  • Da Emboscada à Patuleia
  • Da Patuleia à Regeneração
  • Cronologia do Cabralismo Pré-Patuleia
  • Cronologia da Patuleia
  • Cronologia do Cabralismo Pós-Patuleia
  • Balanço do 1º Quinquagenário do Século XIX Português
  • Da Regeneração ao Projecto Reformista
  • Do Projecto Reformista à Institucionalização dos Partidos Políticos
  • Da Institucionalização dos Partido ao Centrão
  • Do Centrão à Fusão
  • Da Fusão à Janeirinha
  • Da Janeirinha à Saldanhada
  • Da Saldanhada ao Novo Fontismo
  • Do Novo Fontismo ao Pacto da Granja
  • Cronologia da Regeneração
  • Do Pacto da Granja aos Ideais Republicanos
  • * A Europa de 1885
  • Dos Ideais Republicanos ao Ultimato Britânico
  • Do Ultimato Britânico ao 3º Acto Adicional

  • Nostrum Mundus
  • Portugal
  • Spain
  • Germany
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  • Castelo de São Jorge - Marcando uma Posição
    June 06, 2008
    Património: Castelo de São Jorge
    Local: Freguesia do Castelo, Lisboa
    Data: 16 de Maio, 2008
    Curiosidades: Em vésperas da competição Lisboa Downtown 2008, um campeonato de corridas de bicicleta que percorrem as ruas de Lisboa do Castelo até ao Terreiro do Trigo, subíamos nós enquanto meio-mundo descia.
    Descrição: Um dos mais antigos monumentos que contam a luta pela independência de Portugal como Reino tomado aos Mouros, toma um lugar central na paisagem alfacinha com uma vista privilegiada sobre os quatro cantos da velha cidade, incluindo o Tejo.

    Publicação anterior:
    A Torre de Belém - Uma Fortaleza Seiscentista


    Já lhe foi (bem o vistes) concedido
    C'um poder tão singelo e tão pequeno,

    Tomar ao Mouro forte e guarnecido
    Toda a terra, que rega o Tejo ameno:

    Pois contra o Castelhano tão temido,

    Sempre alcançou favor do Céu sereno.

    Assim que sempre, enfim, com fama e glória,

    Teve os troféus pendentes da vitória.

    Os Lusíadas, I-25

    Hoje subimos a alma de Lisboa para tomar do Castelo de São Jorge a inspiração e visão que banham as suas 7 Colinas. Procuramos respirar a sua história e vivência pelas poucas horas que por lá vagueámos, sondando as suas estreitas vielas rodeadas por altas muralhas, saltando por entre as passadeiras nas íngremes escadas que levavam às torres de observação, e dando novos olhares sobre a bacia do Tejo. Em dia de assinatura de Acordo Ortográfico, julgamos um dever falar sobre o estado do nosso Portugal, numa época de crónica indecisão.

    Como em passeios culturais anteriores, a visita começou cedo, numa hora em que a digestão do almoço começava a atrasar o ritmo biológico aos sugestivos mínimos que impeliam uma agradável siesta. Já aqui notamos os ventos que sopram de nuestros hermanos y vecinos, cuja participação ganha relevo inexorável na sociedade lusófona, desde as herdades alentejanas a algumas indústrias nortenhas, ao cenário social da capital por onde abundam as manufacturas made in Zara, e o castelhano de fundo em busca de direcções para famosos marcos históricos. Depois de uma breve passagem no sempre lotado eléctrico da Av. Junqueira que desemboca na Av. 24 de Julho até à Rua do Arsenal, saímos no Terreiro do Paço entre o arco da Virtvtibvs Maiorvm e as costas de D. José I montado no seu cavalo. Em direcção ao Ministério das Finanças, chegamos ao marco zero do nosso roteiro – a Igreja da Madalena.

    Do seu pórtico saltam à vista duas esferas armilares sem que houvesse qualquer referência à cruz da ordem militar de Cristo, ou outros elementos heráldicos que tantas vezes marcam estas construções clericais anteriores ao famoso Terramoto de 1755, que arrasou a urbe alfacinha e repercutiu por toda a Europa o anúncio de uma nova ordem espiritual mais distanciada da Fé e dos Ensinamentos. Como n’A Cidade de Deus de Santo Agostinho, obra fundamental na doutrina cristã, resultante das invasões bárbaras ao império romano, na Europa oitocentista a devastação de Lisboa trouxe a ordem férrea do Marquês de Pombal e duas décadas de intensa actividade inquisitorial, da qual falaremos numa próxima oportunidade. Como em todos os grandes momentos de viragem do devir histórico, o Terramoto trouxe uma nova arquitectura e nova ordem política que se aproximou conceptualmente do ceptro e báculo do Princeps suserano, tão bem identificado em esferas armilares com o símbolo do Papado no topo.

    De certa forma, a Igreja da Madalena representa a fronteira entre a ordem pré e pós-pombalina, numa espiral de caminhos e ruelas que nos levam de regresso ao passado, para longe da simetria e da política de regra e compasso que marca a paisagem situada entre a estátua do Marquês e o Tejo. Caminhando pela colina do castelo, diversas construções religiosas iam amortizando os primeiros esforços nesta tarde de descobertas. Com excursões de turismo aos altares de uma Igreja Católica Ibérica algo independente daquela que foi a matriz romana, alguns miradouros granjeavam os pedantes com maravilhosas vistas para a larga bacia do Tejo, despojada de qualquer sinal que por outras paragens caracterizaria um aproveitamento dos recursos hídricos próximos das grandes urbes para o recreio e lazer. Para além de esporádicos cargueiros que faziam a sua atracagem nos portos do Barreiro ou na Trafaria, apenas dois cacilheiros borbulhavam a superfície opaca do Tejo. Visão algo paradoxal, pois não só faltam as naus como os pequenos barcos à vela ou iates, que noutros portos europeus animam as costas com autênticos festivais de danças marítimas nas quais exibir marinheiros de vocação e dom, manuseando suas embarcações com requintes ímpares. Como que parados nesse tempo indefinido em que ambicionámos uma nova política ultramarina com uma nova marinha e com recurso a novas potencialidades e oportunidades coloniais para os novos tempos, ficámos com os velhos hábitos de uma antiga potência colonial com uma antiquada frota mercante e de guerra, num fluir de águas que não mais voltarão a passar. Como as oportunidades…


    (Pórtico da Sé de Lisboa)

    Rua acima, eis a Sé, monumento românico de visível antiguidade e desapego por aqueles que lhe prestam serviço, se autoridades municipais se religiosas de uma qualquer ordem, franciscana ou Opus Dei, em que apenas sei que má imagem colhem. Obedientes condutores de autocarros de matrícula estrangeira manobram na pequena praça de reunião dos muitos fiéis que se amontoam para poderem regozijar-se com os doirados altares de várias santidades. Pelo turbilhão, optamos por resumir a viagem.

    Numa outra igreja de bairro, menos imponente certamente mas apesar de tudo hermosa in su simplicidad, e que apenas vem confirmar aquela que é uma tese para a qual só encontro argumentos que corroboram a sua validade – a Igreja Católica é a maior empresa alguma vez criada, com filiais, empregados, directores-gerais e sub-contratados em todos os cantos do planeta, e que resistiu às várias globalizações com pequenas alterações e grandes cisões, mas que sem dúvida permanece como exemplo insofismável da sua universalidade. É exactamente nesta igreja que vemos a actuação de planos reformistas da época da Regeneração de meados do século XIX. Aí, um busto de BUSTO PERSONAGEM diante de um painel de azulejo a retratar o Terreiro do Paço cunha outros tempos, a meia distância entre a Sé e o Castelo. Novo miradouro presenteia os viajantes com outro cenário de igual envergadura. Daqui tornam-se cristais os estaleiros da Lisnave, os baixios de Vila Franca, o célere urbanismo que chegou ao Montijo através da Ponte Vasco da Gama, e dá-se razão à designação de Alentejo. Com as aclamadas tascas de esquina e esplanadas com cafés a tuta e meia, bendita seja Lisboa debaixo de um Sol a adivinhar Verão.

    (Vista para a Ponte 25 de Abril, a partir do Miradouro do Castelo)

    Apressando o passo, na expectativa de faltarem umas escassas centenas de metros até chegarmos à entrada do Castelo, um súbito murmurinho dá vida à calçada mal calcada onde automóveis, sobretudo familiares, se encaixilham nos mais minúsculos recônditos por entre árvores e canteiros. Velhas à janela atestam o passar dos tempos, em que lavadeiras, escrivães, arautos, comerciantes e religiosos subiam litigiosamente as ruas da cidade, após desembarcarem com festas no Paço, para então se dirigirem a el-Rei. Com efeito, a mudança da corte real para o Paço da Ribeira apenas se deu com D. Manuel I e a descoberta oficial do caminho marítimo para a Índia. Facto de fácil compreensão para quem turisticamente e a meio passo sobe a mais alta das colinas da cidade, deixando para trás os baixios à beira rio plantados e que se estendem do antigo porto até às costas solarengas de Cascais. Com a independência garantidamente assegurada e com perspectivas de uma enorme expansão colonial por toda a costa africana até às Índias Orientais, era necessária uma plataforma terrestre onde supervisionar o aportar e regatear das especiarias, escravos, minérios e outros bens que inundavam as cortes europeias com um exotismo inaudito. Eis, pois, as principais razões que levaram à construção do Terreiro do Paço iniciada em 1498 e terminada em 1503. Esta seria a nova sede administrativa, política, comercial e militar do império oceânico em crescimento.

    Aproximando-nos do destino, serpenteando vielas antigas e construções meio-medievais, meio-restauradas, deparamo-nos com o frontão que encabeça o arco que abre as portas do Castelo de São Jorge. Olvidando as insígnias de um ou outro senhor do poder que à data decretou a inscrição para afirmação no presente e memória futura, como foi o caso de Duque da Terceira, então Ministro da Guerra, que em 1842 coloca neste arco o seu cunho pessoal. Outros brasões lhe seguem, até encontrarmos ambos os pilares revestidos de heráldicas que mais ou menos mantém a sua actualidade nos círculos políticos e bancários. Atrevemo-nos a entrar, esperando excitantemente sentir aquele baque no peito sempre que alguma magnificência atrapalha o espírito e a vista com mais do que é possível apreender nos primeiros instantes. Tal não iria acontecer; a bilheteira logo à entrada, encravada no meio de muralhas semi-destruídas e uma barraca com isolamento e ar-condicionado exigia 5€! O peso de um sonho em visitar um dos maiores centros históricos de Portugal caía para a carteira, sem que me sentisse minimamente solidário com a causa. Cantando-me filantrópicas serenatas a argumentar a necessidade de contribuirmos para a restauração e manutenção deste imponente monumento nacional, retorqui com vários séculos de nenhuma tributação particular sobre o viajante ou curioso, que desfrutou daquele que também é o seu património.

    Seguimos em frente, afastando-nos d’hoje e caminhamos em direcção ao passado…

    Chegamos ao pátio principal, ombreando a base da cidadela que os mouros designavam por Alcazar e que D. Afonso Henriques conquistou em 1147, muito por obra de Martim Moniz. Incauto soldado das fileiras do fundador do Condado Portucalense e do Reino de Portugal, estava este em cerco ao castelo por 3 meses, até que viu entreaberta uma porta que acedia ao interior da cidadela. É então que Martim Moniz entra para a história de Portugal, ao lançar-se sobre a frecha da porta, impedindo os sitiados de a trancar, mesmo que para isso tenha pago com a sua vida. De rompante, os sitiantes quebram as defesas inimigas que Moniz explorou, para a tomarem por conquistada. E assim se cristianizou uma importante cidade do Al-Andaluz, deslocando a fronteira do jovem reino para Sul, até à fronteira do Tejo. E que impressionante local é o pátio de D. Afonso Henriques para mirar o largo caudal que o Tejo adquire na sua bacia, afunilando depois na desembocadura entre Alcântara e o Barreiro, para sob a Ponte 25 de Abril desaguar no Bugio. Nos cantos deste pátio, canhões desarticulados apontam ora para o coração marítimo do reino – a bacia –, ora para o coração terrestre – o Paço. Nada escapa à águia que sobrevoa majestosa as colinas da Lisabona quinhentista e seiscentista.


    (Praça D. Afonso Henriques, no centro do miradouro)

    No seu centro, D. Afonso Henriques empunha a sua espada de cruzado, de costas voltadas para o Tejo e de olhar esgazeado para Norte. Não sei se por intenção ou acaso, quisera o responsável apontar o nosso mais antigo baluarte da liberdade e independência contra a retaguarda que julgava assegurada em vez da dianteira onde ainda logravam os Mouros. Sinal de apreço ou temeridade pelas conquistas já realizadas? Talvez nunca venhamos a saber, mas pelo menos esteticamente, uma fotografia do nosso egrégio Avô com o Tejo e Além Tejo como paisagem de fundo dá um óptimo postal para os falantes de castelhano e resto da Europa.

    Na senda dessa História de Portugal de valorosos feitos, alguns acasos e muitas personalidades, uma placa de madeira incrustada assente entre dois pinheiros bravos aponta o caminho para aqueles que outrora procuraram refúgio em Portugal, nessa mescla de povos e religiões, de pessoas que encerravam em si um pouco do mundo que coube aos Portugueses navegar. Hoje, poucos seriam os viandantes que por terras lusófonas encontrariam algum consolo, pois das suas terras pouco ou nada se cultiva, e as gentes enrijecidas por um estado de desencanto e alguma penúria, numa cauda da europeia que acostumou ser cabeça, mal acolhe quem delas necessitaria. Assim, já nem é preciso aventureiros para ocorrer uma frente de emigração com destino aos mais variados destinos, rumo a Espanha, França, Brasil e outras paragens que por afinidade pessoal ou acaso circunstancial servirão para fazer ou refazer vidas. É o nosso fado, uma relação de amor-ódio com a Pátria Lusitana, que nos leva a encontrar uma casa e uma mão amiga em todos os cantos do mundo, onde outros se aventuraram antes de nós. O lar, esse fica por cá, na nossa terra. Importa pois, retirar da seguinte quadra alguns traços desta alma lusa:



    Ao Viandante Tu que passas e ergues para mim o teu braço, antes que me faças mal, olha-me bem. Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de Inverno. Eu sou a sombra amiga que tu encontras quando caminhas sob o Sol de Agosto, e os meus frutos são a frescura apetitosa que te sacia a sede nos caminhos. Eu sou a trave amiga da tua casa, a tábua da tua mesa, a cama em que descansas e o lenho do teu barco. Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada, a madeira do teu berço e do teu próprio caixão. Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza. Tu que passas, olha-me bem e não me faças mal.


    Tudo vale a pena se a alma não é pequena, dizia Fernando Pessoa na sua Mensagem. Pois é com profundo pesar que vejo Nossa Alma submissa às correntes da História, relegada para um resignado posto de menoridade espiritual atípico a quem grandes feitos fez. Estarão os nove séculos de História a pesar e entorpecer o espírito das pessoas, que se deixam enganar por promessas fúteis e desembaraços sucessivos que nos prendem numa corrente de desenrascanços tornados conduta? Não me serenem o coração com cantigas d’embalar, que quem os males a dormir pode ver, pouca ou nenhuma razão achará para aqui continuar a viver. Num Portugal que já tantas vezes mudou de forma e tamanho, afiguram-se os nossos pupilos melhores mestres do que temos sido, e não será com pesar que deveremos acolher-lhes no seu anunciar das boas novas que teimamos em rejeitar porta fora. Se já Camões poetizava uma Lusofonia universalista envolta num abraço armilar, aprenderam mais a quem ensinámos do que nós próprios que a ensinar deveríamos ter aprendido.

    Voltando ao Castelo de onde partiram e partem estes sonhos de Lusotupismo, que agora registo pela primeira vez, e sobre o qual versarei posteriormente em meus estudos, encontramos D. Manoel I, o Venturoso com o seu ar recostado e contemplativo, como o Infante D. Henrique é várias vezes retratado quando enfrenta a profundidade apelativa e mortífera do mar com olhar profundo de estratega audaz no qual viria a lançar Portugal na sua mai grandiosa odisseia. Inspirado pelo poeta que, só com uma vista, viu mais que todo um povo, eclipso-me sob a luz áurea que dá razão de ser a estes escritos, procurando deles fazer sentido. Pergunto-me se acaso homens de igual estatura não houveram que dessem continuidade aos feitos de nossos avós, estes pais nossos que votaram o futuro ao abandono de um mero jogo de dados que espera correr bem. Quinando, e muitas vezes o fizemos, negros têm sido os tempos que antecedem a chegada do Messias envolto num manto de nevoeiro. Mas sobre ele me calarei enquanto é tempo, pois nele mergulhado não lhe acharei o fim.


    Mas enquanto este tempo passa lento
    De regerdes os povos, que o desejam,
    Dai vós favor ao novo atrevimento,
    Para que estes meus versos vossos sejam;
    E vereis ir cortando o salso argento
    Os vossos Argonautas, por que vejam
    Que são vistos de vós no mar irado,
    E costumai-vos já a ser invocado.
    Os Lusíadas, I-18


    Links úteis:
    http://www.castelosaojorge.egeac.pt/
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_S%C3%A3o_Jorge


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      Última Actualização: 13/12/2008