Caros leitores, Caso alguns tenham reparado, a presente entrevista não segue a ordem pré-estabelecida listada na barra superior do lado esquerdo. Com efeito, neste primeiro mês de publicação, procurei alargar alguns horizontes e invocar o contributo de autores e analistas provenientes de vários contextos académicos e nacionais. Iniciando com a Professora Raquel Patrício de Portugal, com o Professor Moniz Bandeira do Brasil, e em último lugar com o Professor James Russell dos Estados Unidos da América, tentei junto do meu amigo Ilya Barishef da Rússia pautar em quatro pólos distintos, quatro perspectivas e quatro análises distintas mas que, de certa forma, todas reflectissem com igual profundidade e profissionalismo sobre matérias de relações internacionais. Não é com pesar, portanto, que anuncio a alteração desta agenda, pois o próximo entrevistado é um analista aumentará seguramente o pouco mas crescente prestígio que o Spatium10 vem recolhendo, e honra um interesse para o qual tenho despertado considerável atenção e estudo - a Marinha. Esta é uma instituição a qual todos devemos serviço e honras, pois permanece um reduto inequívoco daquele que foi um dos períodos áureos de Portugal, e aquele que mais virtude e audácia nos valeram: os Descobrimentos. Assim sendo, com a presente entrevista ao Vice-Almirante Alexandre Reis Rodrigues, espero prestar eu próprio o meu pessoal contributo a um dos seus homens mais respeitados e valorosos, cuja carreira introduzirei de seguida. Num vínculo que parece por ora desenrolar-se positivamente, e com o desenrolar de alguma pesquisa que não é mais do que a nossa História, encontro infinitas razões para investir o meu tempo a desbravar algumas das nossas raízes, como aliás procurarei fazer ao longo da iniciativa Hereditas (barra lateral esquerda). Após cuidada visita a alguns monumentos históricos e museus, dos quais ressaltava o Museu da Marinha situado na ala Ocidental do Mosteiro dos Jerónimos, começo a desvendar alguns dos segredos que nos lograram tamanhos feitos, feitos cantados e contados por poucos como nenhuns, esses que se dedicam ao património comum que nos une como povo, como língua e como pátria. Neste caminho de descobertas, foi com enorme prazer que encontrei o Jornal de Defesa e Relações Internacionais, uma plataforma online aberta ao público e que conta com a contribuição de vários analistas ligados a várias instituições que elaboram as suas avaliações sobre fenómenos históricos e contemporâneos das RI. Sob a regência do próprio VALM Alexandre Reis Rodrigues, esta tem sido uma plataforma de leitura assídua e interessada, um sítio de aprendizagem e reflexão que contrasta com alguma desertificação reflexiva autónoma na Academia. É então sem mais demoras, e com uma enorme gratidão, que introduzo o nosso próximo convidado: Nome: Alexandre Reis Rodrigues Nacionalidade: Portuguesa Projecto: Jornal de Defesa e Relações InternacionaisBreve descrição (in www.jornaldefesa.com.pt)O fundador deste site é o vice-almirante Reis Rodrigues, na situação de Reforma, presentemente a desempenhar o cargo de secretário-geral da Comissão Portuguesa do Atlântico. Como oficial subalterno, serviu na Guiné-Bissau no Destacamento nº7 de Fuzileiros Especiais.Os períodos de mar incluíram o comando no patrulha Cunene em Angola, a chefia do estado-maior e o comando de um Grupo Naval, o comando da fragata Roberto Ivens, num período de atribuição à Força Naval Permanente do Atlântico, da qual foi seguidamente chefe do respectivo estado-maior internacional e comandante.Cargos em terra incluíram quatro anos na chefia da Divisão de Operações do Estado-Maior do então Comando Naval do Continente e cinco anos no Estado-Maior da Armada, primeiro na chefia da Divisão de Operações e depois na chefia da Divisão de Planeamento. Em terra, como oficial-general, foi Superintendente dos Serviços de Material da Armada, Comandante Naval, Comandante do Quartel-General da NATO em Oeiras e comandante da EUROMARFOR, uma força naval incluindo navios da França, Itália, Espanha e Portugal. Concluiu a sua carreira na Marinha como Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, após o que foi vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da Sociedade de Geografia de Lisboa, entre 2003 e 2007, e vice presidente da Atlantic Treaty Association, entre 2003 e 2006..Tem escrito sobre assuntos de defesa em jornais e revistas, proferido conferências e publicou os livros Nos Meandros da Política de Defesa(2002), Defesa e Relações Internacionais (2004) e Junho de 1998 - Bissau em Chamas (co-autor) (2007). É membro do Conselho Consultivo da Revista RI - Reações Internacionais; do Conselho Editorial da Revista Segurança e Defesa e membro do Conselho Geral do IEEI.Antes de mais, devo expressar os meus sinceros agradecimentos por disponibilizar o seu tempo para responder a esta entrevista. Decerto as suas respostas valerão redobrados agradecimentos. Assim sendo, avancemos então na entrevista. 1. Como Vice-Almirante da Armada Portuguesa na reforma, entre numerosos outros cargos que ocupou ao longo da sua carreira, decerto que acompanhou aprofundadamente a reformulação de toda a força naval lusitana e seu conceito estratégico operacional nas últimas décadas. No seu entender, qual o maior desafio já ultrapassado pela Marinha Portuguesa, e qual aquele ainda por suplantar?É difícil isolar o maior desafio enfrentado pela Marinha de Guerra Portuguesa, mesmo em termos de um período limitado, digamos o das últimas cinco décadas. Houve vários e com impactos sempre grandes.
Cronologicamente, nesse período, o que deve ser mencionado em primeiro lugar, é, sem margem de dúvidas, o da criação das unidades de fuzileiros no início da década de sessenta, quando eclodiram os conflitos nas antigas províncias ultramarinas. Para a Marinha tratava-se de encontrar uma forma de participar mais directamente no esforço militar que era preciso desenvolver em terra, para além do que era desempenhado no mar e nas vias fluviais. A criação de forças de fuzileiros foi a solução então encontrada.
Não havendo nenhuma estrutura nem qualquer nível de formação para operar em terra, foi necessário partir do zero, começando por enviar uma pequena equipa ao Reino Unido que frequentou o curso dos comandos da Marinha britânica e depois lançou as bases da criação da Escola de Fuzileiros. A partir daí tudo foi um enorme desafio, em especial na área da selecção de pessoal onde muitos tiveram que se adaptar rapidamente a uma algo inesperada, brusca e radical reorientação temporária das carreiras. Jovens oficiais que esperavam embarcar, uma vez concluído o curso da Escola Naval, foram chamados para os Fuzileiros, primeiro para a frequência de um curso de especialização e de seguida para uma comissão de dois anos em África.
Os outros grandes desafios que ocorreram no período relacionam-se com o reequipamento. O primeiro ocorreu no final da década de sessenta, quando houve uma renovação quase total da Marinha, incluindo a entrada ao serviço das quatro fragatas da classe “João Belo”, de quatro submarinos, de duas séries de novas corvetas (10 no total), de lanchas de fiscalização e navios patrulhas. A maior parte destes novos meios introduziu avanços tecnológicos importantes com exigências significativas na formação do pessoal.
O segundo desafio foi o da entrada ao serviço das fragatas da classe “Vasco da Gama”, o que, de facto, constituiu o maior salto tecnológico empreendido desde sempre. Junto com este, veio o da introdução da componente aérea com a operação de helicópteros navais como complemento orgânico das fragatas; o mais notável deste aspecto foi o ter-se conseguido operacionalizar esta capacidade no curtíssimo espaço de cerca de dois anos, quando a expectativa normal apontaria para mais do triplo do tempo.
A partir de então, a Marinha ficou com a capacidade de assegurar o comando de uma força naval multinacional, o que aconteceu em 1995, no comando da Força Naval Permanente da NATO, então empenhada, por um ano, nas operações de embargo às antigas Repúblicas da Jugoslávia. Não obstante a nova vaga de desafios que a próxima entrada ao serviço de novos meios trará (em especial, os submarinos) não me parece que será aí que se localizarão os principais desafios num futuro próximo. A prova principal estará, certamente, em encontrar soluções imaginativas que permitam minimizar as dificuldades de um orçamento insuficiente para manter a modernização ao nível recomendado. 2. As Forças Armadas Portuguesas têm demonstrado servir o propósito nacional em áreas e fórums internacionais de uma forma exemplar (Afeganistão, Iraque, Timor-Leste, etc.), considerando a escassez de recursos e prioridades políticas por vezes condicionantes de uma livre prossecução de um interesse estratégico nacional mais empreendedor e versátil. De forma breve, poderia enunciar as várias dimensões nas quais as FA se encontram representadas, e como interagem na promoção dos interesses nacionais?Portugal tem um registo muito positivo e variado de participação em quase todas as operações militares no exterior em que a NATO e a UE se envolveram, desde o fim da Guerra Fria.
Não obstante, diversas dificuldades na área do material, onde várias lacunas de equipamento se fizeram sentir de modo repetido, as forças empregues conseguiram atingir um grau de sucesso geralmente reconhecido como muito positivo. Cerca de 30000 militares dos três ramos, no total, passaram por quase todos os territórios onde se registaram crises e conflitos ou situações requerendo assistência humanitária, nuns casos no âmbito das organizações internacionais atrás referidas, noutros num contexto autónomo, como foi o caso da intervenção na Guiné-Bissau para recolha de cidadãos portugueses e estrangeiros cuja segurança tinha deixado de ser garantida pelo Governo guineense, devido ao eclodir de um golpe militar que o pretendeu derrubar. Portugal, teve também duas ocasiões de assegurar o comando da Força Naval Permanente da NATO, em 1995/1996 e em 2001/2002, a mais prestigiada força de reacção rápida da Aliança.
Este registo de participações em intervenções militares no exterior, dentro do esforço colectivo de manutenção da paz e da estabilidade no mundo, constituíram uma via de afirmação nacional que prestigiou o nome e imagem do país, sendo, portanto, um instrumento da política externa do Estado português que precisa de continuar a ser devidamente considerado. 3. No âmbito OTAN, o contínuo alargamento da Aliança rumo a Leste parece alternar a tradicional prioridade comunitária na área atlântica onde o posicionamento estratégico de Portugal e dos países lusófonos é de realçar, acentuando-a no diálogo EUA-UE-Rússia. Embora com o exercício conjunto entre a OTAN e Cabo Verde em 2006, será a agenda da Aliança favorável ou desfavorável à aproximação entre os países da Lusofonia atlântica?Parece-me muito claro que a agenda da Aliança, muito influenciada pelos interesses estratégicos dos EUA, está orientada para uma dimensão global e com propósitos múltiplos, em vez do tradicional âmbito regional, de defesa colectiva e propósito único. À importância do Atlântico, que foi a face mais visível da sua postura em todo o período da Guerra Fria, sucedeu o reconhecimento do crescente papel da Ásia e o desafio daí emergente para a liderança então hegemónica nos EUA na área.
África constitui também um novo foco especial de interesse; os tradicionais laços de países europeus que tiveram uma presença importante em África já começaram a ser desafiados por uma presença maciça de interesses chineses a que agora se tentam juntar os EUA, não obstante as dificuldades de penetração que estes têm sentido (patente, por exemplo, na falta de apoio para sediarem o novo comando para África).
Portugal tem a seu favor uma base de conhecimento da área e da forma de lidar com as situações que, no seu conjunto, representam uma mais-valia para a Aliança; esta terá assim a ganhar com os contributos que Portugal poderá dar nesse campo e, correspondentemente, o país verá acrescida a importância do papel que pode desempenhar no seio da Aliança. No entanto, no relacionamento directo com África Portugal nada vai ganhar com a aproximação da NATO; talvez tenha até que passar a enfrentar alguma desconfiança. 4. Nesse sentido, o Brasil afigura-se como a principal força motriz de uma Lusofonia para o século XXI, uma na qual o papel a desempenhar por Portugal terá o ónus de promover a inter-relação entre diversos espaços políticos e económicos. Qual será a importância das Forças Armadas na promoção da agenda política a esse respeito? Prevê alguma evolução substancial em matérias da relação de Portugal com a Lusofonia?Os interesses do Brasil em África, principalmente em Angola, pelo menos para já, situam-se exclusivamente na área económica. Esta realidade, que pode retirar a Portugal algum campo de actividade, não colide, no entanto, com a manutenção dos estreitos laços que se mantêm na área cultural e na área militar, onde os acordos de cooperação técnica ainda têm uma vasta margem de desenvolvimento em áreas de interesse mútuo. Este último aspecto precisará, porém, de ser pensado em novos termos 5. Regressando à OTAN, o processo de reformulação pós-Guerra Fria parece adivinhar a criação de novos problemas. Não menosprezando a sua vertente militar, que me parece apropriada às novas problemáticas, é na vertente política que surgem as maiores controvérsias. Numa política dual de aproximação-afastamento com a Rússia, como assistimos em matérias de NATO-Russia Council, sistema de defesa anti-míssil, alargamento, áreas de influência e parcerias, quais as expectativas nessa relação ainda atormentada por fantasmas do passado? Será o alargamento justificado num planeamento estratégico de fundo, ou um mero “avanço defensivo” até à emergência de um novo sistema de poderes melhor definido e identificado?A Continuação do processo de alargamento da NATO arrisca-se, na minha perspectiva, a ser um factor de desestabilização das relações com a Rússia, quando interessaria exactamente o contrário. A inclusão da Ucrânia e da Geórgia, em particular, está a suscitar uma inflamação do nacionalismo russo e o regresso a um discurso militarista que não serve a procura de uma convergência estratégica.
Aliás, foi o reconhecimento deste risco que levou os europeus a insistirem com os EUA na substituição da estratégia de aceleração de uma entrada rápida destes países por uma postura mais cautelosa. 6. Seguindo com cuidada atenção os artigos publicados no seu Jornal de Defesa e Relações Internacionais, poderemos facilmente concluir que a actual conjuntura internacional plasma um crescente multipolarismo com a erosão do poder e capacidade de liderança dos EUA na resolução de problemáticas regionais e globais. Desde a prolongada discussão sobre o seu sistema de defesa anti-míssil na Europa, até aos quebra-cabeças do Afeganistão e Iraque, crise financeira, aparente estagnação na Guerra contra o Terrorismo e na perda de influência junto de potências emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil, o mundo encontra-se em permanente mudança. Como vê a conjuntura internacional desenrolar-se no curto-médio prazo? Quais as problemáticas que ocuparão a atenção mundial?Os EUA vão continuar a ser a potência mais poderosa e influente do mundo em termos económicos e militares, principalmente nestes últimos. Mas essas vantagens não chegarão para manter a hegemonia alcançada após o fim da Guerra Fria, perante o colapso da União Soviética, dada a emergência de novos potências que vão passar a reclamar para si próprias a liderança regional nas áreas em que estão inseridas. O caso mais patente é o da China, seguido de perto pelo da Índia, a que mais tarde, talvez um dia, se poderá juntar o Brasil. 7. Sobre um problema da actualidade mais mediatizado, os Jogos Olímpicos adivinham algumas conturbações políticas não só até à realização, como também no período subsequente. Desde logo, as questões do Tibete e de Taiwan ganham uma alavanca internacional dificilmente expectáveis num cenário sem a atenção das Olimpíadas. Por outro lado, os problemas de Direitos Humanos, democraticidade política, sustentabilidade do modelo político-económico, entre outros, constituirá um enorme desafio para o governo de Pequim. Qual a sua avaliação desta complexa questão? Será o boicote generalizado a melhor solução para mostrar ao Partido Comunista Chinês? Quais as outras alternativas?A China sempre teve a esperança de que a realização dos Jogos Olímpicos consumasse, à luz de todo o mundo, o seu reconhecimento como grande e respeitável potência. Como era previsível, a ocasião foi encarada por outros como a oportunidade ideal para denunciar as contradições do actual sistema chinês, em especial na área da vivência democrática e do respeito por direitos humanos.
Não é de esperar que a China venha a ceder a qualquer das pressões que sofre presentemente, por causa da situação no Tibete que, aliás, nem sequer é a única que deveria, pelas mesmas razões, merecer idêntica atenção da comunidade internacional. Presos por intricados interessados económicos e financeiros, quer os EUA, quer a UE, continuarão a modelar as pressões em função dessa realidade pelo que a China limitar-se-á a gerir a crise de relações públicas que se instalou na opinião pública ocidental. 8. Numa guerra que perdura à mais tempo que a Grande Guerra, os custos relativos da guerra no Iraque parecem suplantar os ganhos. Embora a nomeação do General Patraeus pareça ter eliminado alguma violência sectária, persistem movimentos guerrilheiros um pouco por todo o país, e agora com especial incidência em comunidades sunitas tradicionalmente mais moderadas. Que soluções para este quebra-cabeças estratégico? Terão as eleições presidenciais um papel determinante no futuro do conflito, ou apenas o continuarão?O problema do Iraque só se resolve num contexto regional que envolva a participação activa dos vizinhos, muito particularmente, o Irão e a Síria, países com quem a administração Bush tem mostrado relutância em estabelecer um canal de diálogo diplomático. Não sendo de esperar que esta política se altere na actual fase do mandato de Bush, resta esperar que a nova administração, seja qual for, tenha a disponibilidade necessária por enveredar pela procura de uma solução internacional e sobretudo regional para o problema. 9. A título de conclusão, gostaria de introduzir o Jornal de Defesa e Relações Internacionais a novos leitores, enquanto esclarece os seus objectivos e formas como a comunidade estudantil poderá tirar o maior proveito do fascinante portal online?O Jornal Defesa e Relações Internacionais surgiu como a forma de dar utilidade prática ao interesse pessoal que mantenho por acompanhar pormenorizadamente as questões mais relevantes dessas duas áreas, partilhando com outros os conhecimentos e informações coligidas e as opiniões formadas.
Como se esclarece no estatuto editorial, trata-se uma iniciativa sem fins lucrativos nem conotações ou propósitos político-partidários que está aberta à colaboração de interessados em participar neste projecto, tendo em conta o contexto e a finalidade estabelecida e a observação de um padrão de qualidade coerente com a credibilidade que se pretende assegurar.
Tenho acolhido com gosto alguns trabalhos de estudantes que se me afiguraram particularmente interessantes. Ao fim de quase cinco anos on-line o site tem hoje uma audiência estabilizada, curiosamente com uma dimensão maior no exterior do que no país; o núcleo maior de visitas tem tido origem no Brasil, onde aliás tive ocasião de estabelecer algumas parcerias de colaboração, nomeadamente com a Universidade Federal de Juiz de Fora, a INFOREL, o CEDIN (Centro de Direito Internacional) e Panorama Internacional. Para finalizar, tenho que agradecer a disponibilidade com que anuiu a realização e os tópicos desta entrevista, e a gentileza que teve em responder às perguntas supra. É um precioso contributo não só para este blogue que agora procura dar os seus primeiros passos num papel mais interventor e dinâmico, como também para toda a comunidade de estudantes, estudiosos, profissionais e interessados em matérias de relações internacionais em geral, que têm nas suas palavras um valioso contributo para análises de problemáticas que nos afectam a todos, directa ou indirectamente. Deixo também os meus parabéns e melhores cumprimentos para o Alexandre Rodrigues e para os seus, e que o projecto Jornal de Defesa e Relações Internacionais continue a prestar um serviço público da qualidade a que até agora nos habituou. p.s. A referência a apenas 9 perguntas, suspendendo a lógica das 10 perguntas, deve-se à má formulação de uma pergunta que assentava em pressupostos errado, daí desvirtuar qualquer resposta. Presta-se contudo a referência póstuma: 10. Ainda em relação à Lusofonia, tem surgido uma tendência para uma maior reflexão das dinâmicas Sul Atlânticas onde potências regionais como o Brasil e a África do Sul, embora em dimensões distintas, procuram estar na vanguarda do diálogo Sul-Sul. Como sabemos, o Brasil, Angola são dos poucos países com marinhas suficientemente relevantes e capazes de acompanhar ou apoiar a demanda por novas parcerias económicas transatlânticas, sobretudo energéticas, embora com alguma relutância política em fazê-lo. Quais serão as futuras dinâmicas que pautarão este sistema regional emergente? Que actores utilizarão o Atlântico Sul como vector de projecção de poder económico e político?
 Entrevistas anteriormente publicadas:
EM PORTUGUÊS:
- Doutora Raquel Patrício - A Emergência Brasileira nos contextos América Latina, EUA e Lusofonia [VER]
- Professor Emeritus Luiz Moniz Bandeira - As RI Brasileiras Históricas e Contemporâneas [VER]
IN ENGLISH:
- PhD. James R. Russell - The Armenian and Pre-Islamic Iranian Civilizations[READ]
- PhD. Raquel Patrício - The Brazilian Emergence in respect to Latin America, the USA and Lusofonia [READ]
- Professor Emeritus Luiz Moniz Bandeira - The Historic and Modern Brazilian International Relations [READ]
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