Procura / Search
Spatium10 Arquivo/Archive
Raquel de Caria Patrício

  • Portugal
  • UnB & ISCSP
  • Doutoramento / PhD.
  • Reflexões Brasilianistas
  • ____________________________

    A Emergência Brasileira nos contextos América Latina, EUA e Lusofonia [VER]
    Brazil's Ascension regarding Latin America, USA and Lusophonia [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Luiz Moniz Bandeira

  • Brasil / Brazil
  • USP & UnB
  • Professor Emeritus
  • Wikipedia PT & Wikipedia EN
  • ____________________________

    As RI Brasileiras Históricas e Contemporâneas [VER]
    Brazil's Historical and Modern International Relations [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    James Robert Russell

  • EUA / USA
  • Harvard
  • Doutoramento / PhD.
  • Harvard Profile
  • ____________________________

    As Civilizações Arménia e Iraniana pré-Islâmica [VER]
    The Armenian and pre-Islamic Iranian Civilizations [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Alexandre Reis Rodrigues

  • Portugal
  • Academia Naval / Naval Academy
  • Vice-Almirante / Vice-Admiral
  • Jornal de Defesa e RI
  • ____________________________

    Portugal e a Marinha Portuguesa no Século XXI [VER]
    Portugal and its Navy in the XXI Century [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    José Adelino Maltez

  • Portugal
  • ISCSP
  • Professor Catedrático / Professor
  • Sobre o tempo que passa
  • ____________________________

    Assuntos Vários [VER]
    Various Topics [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Isabel David

  • Portugal
  • ISCSP
  • Mestrado / Masters
  • ____________________________

    A Importância da Europa Oriental nos Contextos Regional e Mundial [VER]
    The Importance of Eastern Europe in Regional and Global Contexts [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Estevao de Rezende Martins

  • Brasil / Brazil
  • UnB
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    A História e a Filosofia do Mundo Contemporâneo [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Marcos Farias Ferreira

  • Portugal
  • ISCSP & Aberystwyth University
  • Doutoramento / PhD.
  • ____________________________

    Os Fundamentos da actual Teoria das Relações Internacionais [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Amado Luiz Cervo

  • Brasil / Brazil
  • UnB
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    A História da Inserção Internacional do Brasil [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Eiiti Sato

  • Brasil / Brazil
  • UnB
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    A Política na História e Presente do Brasil [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯


    Moisés da Silva Marques

  • Brasil / Brazil & Portugal
  • USP
  • Doutoramento / PhD.
  • CV online
  • ____________________________

    Os Novos Vectores da Política Externa Brasileira [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯

    Jeanne L. Wilson

  • EUA / USA
  • Harvard
  • Doutoramento / PhD.
  • Harvard Profile
  • ____________________________

    As Relações Sino-Soviéticas no pós-II G.M. [VER]
    Sino-Russian relations in the post-WW2 Era [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯
    Fernando Nobre

  • Portugal
  • Universidade Livre de Bruxelas /Free University of Brussels
  • Doutoramento / PhD.
  • AMI
  • História da AMI
  • ____________________________

    O Percurso e Actuação da AMI [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯
    Umberto Celli Junior

  • Brasil / Brazil
  • Universidade de São Paulo /Sao Paulo University
  • Doutoramento / PhD.
  • Perfil no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil
  • ____________________________

    A Dimensão Económica do Cone Sul [VER]
    Translating... [SOON]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯
    Ilya Baryshev

  • Russia
  • Academia Russa de Ciências / Russian Academy of Sciences
  • Doutoramento / PhD.
  • ____________________________

    A traduzir... [BREVEMENT]
    US/EU Governance Crisis? [READ]

    ¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯¯
    Herança:
    Torre de Belém - Uma Fortaleza Seiscentista [VER]

    Castelo de São Jorge - Marcando uma Posição [VER]

    Capela da Boa Viagem - Cúpula de Confissões e Orações [VER]

    Próxima:
    Museu Fundação Oriente - Recuperando Memórias
    A reconfigurar...
    Publicações: Apelido, Nome: Título

    Antiguidades/Oldies

    Documentos
  • Constituição da República Islâmica do Irão

  • A
  • Agnew, John: Geopolitics, Re-Visioning World Politics
  • Almeida, João de: O Espírito da Raça Portuguesa na sua Expansão Além-Mar
  • Almeida, Políbio Valente de: Ensaios de Geopolítica
  • Amaral, Diogo Freitas: Uma Solução para Portugal
  • Aristóteles: Política
  • Atkinson, David & Dodds, Klaus: Geopolitical Traditions

  • B
  • Bessa, António Marques: O Olhar de Leviathan
  • Bessa, António Marques & Dias, Carlos Mendes: O Salto do Tigre
  • Bin, Sun: A Nova Arte da Guerra
  • Bon, Gustave le: Psicologia das Massas

  • C

    D
  • Defarges, Philippe: Introdução à Geopolítica
  • Deus, Ruth Costa: A Política Externa Americana e a Europa
  • Dias, Carlos Mendes: Kissinger e Brzezinski
  • Dias, Carlos Mendes & Bessa, António Marques: O Salto do Tigre
  • Dodds, Klaus & Atkison, David: Geopolitical Traditions
  • Dougherty, James & Pfaltzgraff, Robert: Relações Internacionais

  • E
  • Engels, Friedrich: A Origem da Família, da Propriedade e do Estado
  • Estulin, Daniel: O Clube Bildeberg

  • F
  • Farouki, Nayla: A Metafísica
  • Frattini, Eric: A Santa Aliança
  • Frattini, Eric: ONU - História da Corrupção
  • Fukuyama, Francis: A Construção de Estados

  • G
  • Garrett, Almeida: Portugal na Balança da Europa
  • Georgel, Jacques: O Salazarismo
  • Gomez, Hipólito & Telo, António: Portugal e Espanha nos Sistemas Internacionais Contemporâneos
  • Gorce, Paul-Marie de la: 1939-1945

  • H
  • Huntington, Samuel: O Choque das Civilizações

  • I

    J

    K
  • Kant, Immanuel: Fundamentação da Metafísica dos Costumes
  • Keegan, John: Espionagem na Guerra
  • Keegan, John: Uma História da Guerra
  • Kinzer, Stephen: Os Homens do Xá
  • Kissinger, Henry: Precisará a América de uma Política Externa?

  • L
  • Landes, David: A Riqueza e a Pobreza das Nações
  • Lara, António de Sousa: Ciência Política
  • Lara, António de Sousa: Colonização Moderna e Descolonização
  • Lara, António de Sousa: Imperialismo, Descolonização, Subversão e Dependência
  • Lenine, Vladimir: Duas Tácticas
  • Lenine, Vladimir: O Direito das Nações Disporem de Si Próprias
  • Lepenies, Wolf: A Ascensão e Declínio dos Intelectuais na Europa
  • Lescuyer, Georges & Prélot, Marcel: História das Ideias Políticas (Vol. I)

  • M
  • Maltez, José Adelino: Curso de Relações Internacionais
  • Maltez, José Adelino: Princípios de Ciência Política
  • Maquiavel, Nicolau: O Príncipe
  • Marx, Karl: Contribuição para a Crítica da Economia Política
  • More, Thomas: Utopia
  • Moreira, Adriano: Ciência Política
  • Moreira, Adriano: Notas do Tempo Perdido
  • Moreira, Adriano: O Novíssimo Príncipe
  • Moreira, Carlos: Planeamento e Estratégias de Investigação

  • N
  • Nietzsche, Friedrich: A Origem da Tragédia
  • Nordström, Kjell & Ridderstråle, Jonas: Funky Business

  • O

    P
  • Page, Martin: The First Global Village
  • Pfaltzgraff, Robert & Dougherty, James: Relações Internacionais
  • Platão: A República
  • Platão: Apologia de Sócrates e Crítone
  • Platão: Fédon
  • Platão: Górgias
  • Platão: O Banquete
  • Platão: Protágoras e Crítone
  • Prélot, Marcel & Lescuyer, Georges: História das Ideias Políticas (Vol. I)

  • Q

    R
  • Ridderstråle, Jonas & Nordström, Kjell: Funky Business

  • S
  • Selecções do Reader's Digest: Grandes Casos de Espionagem na II Guerra Mundial
  • Silva, Joaquim: Portugal/Brasil, Uma Década de Relações Económicas
  • Soares, Mário: Escritos Políticos
  • Sutcliffe, Bob: 100 Imagens de um Mundo Desigual

  • T
  • Telo, António & Gómez, Hipólito: Portugal e Espanha nos Sistemas Internacionais Contemporâneos
  • The Times: História da Guerra
  • Tzu, Sun: A Arte da Guerra

  • U

    V
  • Vieira, Padre António: Sermão de Santo António aos Peixes e Carta a D. Afonso VI
  • Vieira, Padre António: Sermões

  • W

    X

    Y

    Z

    Symposium
    Brevemente...
    Subscrever / Subscribe
    O seu Email / Your Email


    Preview | Powered by FeedBlitz

     Subscribe in a reader

    Nostrum Citatus

    O Caminho do Conhecimento decerto não te indicará a esquerda da direita, mas tão só o Norte.


    Antropologia
  • O Conceito de Religião
  • Religiões & Judaísmo
  • Religiões & Cristianismo
  • Religiões & Islão
  • Religiões & Gnosticismo
  • Religiões & Agnosticismo
  • Religiões & Ateísmo
  • Religiões & Espiritismo
  • Religiões & Satanismo
  • Religiões & Budismo
  • Religiões & Confucionismo
  • Religiões & Hinduísmo
  • Religiões & Xintoísmo
  • Sincretismo & Ecletismo
  • Classificação de Mitos
  • Evolucionismo Social
  • Difusionismo
  • História Cultural
  • Escola de Cultura e Personalidade
  • Funcionalismo
  • Estructural Funcionalismo
  • Antropologia Social
  • Estructuralismo
  • Interpretativismo
  • Pós-Modernismo
  • Abordagens Universalistas
  • Abordagens Particularistas
  • Aculturação
  • Teorias Evolutivas & Ideiacionais
  • A Comunidade
  • Comunidade & Sociedade
  • Mitos & Ritos
  • Nacionalismo vs. Patriotismo I
  • Nacionalismo vs. Patriotismo II

  • Conceitos Jurídicos
  • Contribuição Teórica
  • Características e Estrutura da Norma Jurídica
  • Direito Romano e Jurisprudência
  • Tipos de Estatuição e Normas
  • Tipos de Sanções
  • Elementos e Sujeitos da Relação Jurídica
  • Pirâmides Normativas
  • Fontes de Direito
  • Introdução ao Direito Internacional
  • As Origens do Direito Internacional

  • Conferências
  • Sistema Petrolífero Mundial
  • Participant's Assessmento to SIMOTAN 2007
  • Participant's Assessment to PAYS 2007
  • O Sahara Ocidental - Um Timor-Leste à Nossa Porta
  • Motivações e Emigrações Africano-Europeias
  • O Ciberterrorismo
  • As Ameaças Ambientais e a Desertificação do Norte de África
  • Consideração da Delegação do Japão relativa à Nuclearização do Irão
  • Consideração da Delegação do Japão relativa à Reforma do Conselho de Segurança
  • Consideração da Delegação do Japão relativa ao PortugalMUN
  • Consideração da Delegação do Japão perante a Assembleia Geral
  • A Importância Civilizacional do Poder Marítimo
  • O Processo de Integração Europeia e a Parceria Estratégia com a Federação Russa

  • Co-Autoria
    O Papel do Irão na Região
  • O Papel do Irão na Região
  • O Mercado Internacional do Petróleo
  • A Influência dos EUA no Médio Oriente
  • Os Opositores da Nuclearização do Irão
  • Os Apoiantes da Nuclearização do Irão
  • Para um Entendimento sobre a Ascensão do Irão
  • Qual o Futuro do Irão na Região?


  • O Papel da Alemanha na Sociedade Internacional entre as Duas Grandes Guerras


  • A Revolução Islâmica de 1979
  • Prólogo
  • Introdução
  • O Irão da Pérsia aos Safávidas
  • O Islão na Pérsia
  • O Irão dos Safávidas aos Pahlavis
  • O Jogo do Petróleo no Irão
  • O Início da Relação Irão-Ocidente
  • O Irão na II Guerra Mundial
  • O Irão na Guerra-Fria
  • O Projecto Reformista do Shah
  • Um Desagrado Crescente
  • As Manifestações de Janeiro, 1978
  • O Incêndio de Abadan
  • A Sexta-feira Negra
  • Os Últimos Dias do Trono do Pavão
  • O Período Pós-Revolucionário
  • A Constituição da República Islâmica do Irão
  • Os Legados Religioso e Humanista
  • O Legado Humanista
  • A Ambiguidade Soberana da República Islâmica do Irão
  • Conclusão e Bibliografia


  • O Sistema de Defesa Anti-Mísseis
  • Contextualização Histórica
  • A Perspectiva Norte-Americana
  • O Papel da Rússia
  • O Papel da Europa
  • Considerações Finais


  • O Conflito Israelo-Palestiniano
  • Prólogo
  • Introdução
  • Uma Terra de Estrangeiros e Palestinianos
  • A Fundação do Estado de Israel
  • A Guerra da Independência
  • O Problema do Reconhecimento Internacional
  • A Crise do Suez
  • A Guerra dos Seis Dias
  • A Guerra Yom Kippur
  • Os Acordos de Camp David
  • A Guerra do Líbano
  • A I Intifada
  • A I Intifada nas Nações Unidas
  • A Conferência de Paz de Madrid
  • Os Acordos de Oslo
  • As Intifadas e o Programa Nuclear Israelita
  • A II Intifada
  • Tratado de Paz entre Israel e Jordânia
  • As Organizações envolvidas no Conflito
  • A Relação dos EUA com a Palestiniana
  • As Administrações Norte-Americanas no Conflito
  • Conclusão & Bibliografia

  • O Discurso dos Estados do TCA em Relação à Internacionalização das Vias Fluviais
  • Introdução
  • O Discurso Geopolítico por Wanderley Messias
  • Ratzel
  • Mahan
  • Mackinder
  • Uma Re-leitura de Haushofer
  • Spykman
  • Conclusão

  • Documentos Históricos
  • Carta da O.N.U. - Preâmbulo
  • Carta da O.N.U. - Capítulos I a III
  • Carta da O.N.U. - Capítulos IV a VI
  • Carta da O.N.U. - Capítulos VII a IX
  • Carta da O.N.U. - Capítulos X a XII
  • Carta da O.N.U. - Capítulos XIII a XV
  • Carta da O.N.U. - Capítulos XVI a XIX
  • Constituição dos E.U.A. - Preâmbulo
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo I
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo II
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo III
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo IV
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo V
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo VI
  • Constituição dos E.U.A. - Artigo VII
  • Constituição de 1822 - Título I
  • Constituição de 1822 - Título II
  • Constituição de 1822 - Título III
  • Constituição de 1822 - Título IV
  • Constituição de 1822 - Título V
  • Constituição de 1822 - Título VI
  • Constituição de Cádis - Título I
  • Constituição de Cádis - Título II
  • Constituição de Cádis - Título III
  • Constituição de Cádis - Título IV
  • Constituição de Cádis - Título V
  • Constituição de Cádis - Título VI
  • Constituição de Cádis - Título VII
  • Constituição de Cádis - Título VIII
  • Constituição de Cádis - Título IX
  • Constituição de Cádis - Título X
  • Declaração de Independência dos E.U.A.
  • Declaração Universal dos Direitos Humanos
  • Discurso Alusivo à Doutrina Monroe
  • Discurso dos Quatorze Pontos de Wilson

  • Ensaio sobre Política do Espaço
  • Breve Introdução
  • Política & Espaço
  • Delimitação Espacial
  • Conceptualização Teórica
  • Caracterização
  • Autonomia Dimensional
  • Esquematização
  • Espaço até ao Século XX
  • Precedentes Conjunturais
  • O Mundo Bipolar
  • A Corrida ao Espaço
  • Unidades de Análise
  • Níveis de Análise

  • Epistemologia
  • Sobre a Epistemologia
  • Sobre o Saber e o Não-Saber
  • Sobre a Gnosiologia
  • Sobre a Lógica das Ciências Sociais
  • Sobre o Método Científico
  • Sobre o Tema do Projecto de Pesquisa
  • Sobre as Hipóteses
  • Sobre a Operacionalização de Conceitos
  • Sobre as Fontes Documentais
  • Sobre o Acesso à Informação
  • Sobre a Ética da Pesquisa
  • Sobre a Amostragem
  • Sobre a Pesquisa Social
  • Projecto de Pesquisa - Detalhe
  • Projecto de Pesquisa
  • Organização e Análise de Dados
  • Organização e Análise de Dados - Detalhe
  • Recolha de Informação
  • Recolha de Informação - Detalhe
  • Preparativos da Pesquisa
  • Preparativos da Pesquisa - Detalhe
  • A Investigação Social

  • Geopolítica
  • Introdução à Geopolítica
  • A Geopolítica Realista
  • A Matriz Histórico-Civilizacional
  • A Matriz Estratégico-Militar
  • A Matriz Histórico-Filosófica
  • Friedrich Ratzel - Sinopse
  • Ratzel - Contextualização Histórica
  • Ratzel - O Homem e o Solo
  • Ratzel - Os Tempos de Ratzel
  • Ratzel - O Lebensraum
  • Ratzel - O Raumsinn
  • Ratzel - As Leis Geográficas
  • Rudolf Kjellén - Sinopse
  • Kjellén - A Política da Geopolítica
  • Kjellén - O Organicismo Estatal
  • Alfred Mahan - Sinopse
  • Mahan - Contextualização Histórica
  • Mahan - O Poder Marítimo
  • Mahan - A Posição Geográfica
  • Mahan - A Configuração Física e Extensão Territorial
  • Mahan - O Efectivo Populacional
  • Karl Haushofer - Sinopse
  • Halford Mackinder - Sinopse
  • Mackinder - Contextualização Histórica
  • Mackinder - O Pivot Geográfico da História
  • Mackinder - A Inexpugnabilidade do Pivot
  • Mackinder - A Vulnerabilidade das Potências Marítimas
  • Mackinder - Os Crescentes Interior e Exterior
  • Mackinder - Entre o 1º e o 2º Modelo
  • Mackinder - O Heartland
  • Mackinder - O Coastland Asiático


  • Nicholas Spykman - Sinopse


  • Saul Cohen - Sinopse
  • Cohen - Contextualização Histórica
  • Cohen - O Factor Histórico
  • Cohen - Os Níveis de Hierarquização da Geopolítica
  • Cohen - A Hierarquização dos Espaços Geopolíticos
  • Cohen - As Áreas Ecúmenes
  • Cohen - As Áreas Vazias
  • Cohen - As Áreas Geoestratégicas
  • Cohen - Os Shatterbelts
  • Cohen - Os Gateways
  • Flint - Os Códigos Geopolíticos
  • Flint - As Cinco Avaliações Geopolíticas
  • Flint - A Escala de Códigos Geopolíticos
  • Flint - O Discurso Geopolítico
  • Flint - A Cultura Geopolítica


  • Halford Mackinder - Modelos

  • Geopolítica Aplicada
  • Reflexão Geopolítica sobre o Legado de Karl Haushofer para a II Guerra Mundial
  • A Interacção Anglo-Saxónica na Escola de Geopolítica de Munique
  • A Conjuntura Germânica no Período entre as Grandes Guerras
  • A Estratégia Geopolítica da Alemanha hitleriana
  • O Papel da Alemanha na Sociedade Internacional entre as Grandes Guerras
  • Ensaio sobre a Posição Europeia na Crise do Sistema de Defesa Anti-Míssil

  • O Sistema de Defesa Anti-Mísseis
  • Contextualização Histórica
  • A Perspectiva Norte-Americana
  • O Papel da Rússia
  • O Papel da Europa
  • Considerações Finais

  • A Importância da Geopolítica do Terrorismo
  • Precisões Conceptuais
  • Operacionalização de Conceitos
  • Tipologia do Terrorismo
  • Sobre o Novo Maniqueísmo
  • Constantes Identitárias
  • Linhas de Força
  • A Governance
  • A Luz da Geopolítica
  • Interacções com Subsistemas Internacionais Externos
  • O Ocidente e a América do Norte & Europa
  • O Ocidente a América do Sul
  • O Ocidente e África
  • O Ocidente e a Oceânia
  • O Ocidente e a Ásia
  • O Ocidente e o Médio Oriente
  • Considerações Finais

  • A Internacionalização da Amazónia & Geopolítica Clássica
  • Introdução
  • Contexto: A Epistemologia da Geopolítica e o Jogo de Forças Estatais
  • Ratzel: A Busca por um Espaço Vital Internacional
  • Mahan: A Eliminação de Obstáculos à Integração Regional
  • Mackinder: A Maritimidade do TCA
  • Haushofer: A Emergência de uma Sub-Pan-Região Sul-Americana?
  • Spykman: O Rimland Sul-Americano e a Zona de Contenção da Bacia Amazónica
  • Conclusão


  • História das Relações Internacionais
  • Cronologia da História das Relações Internacionais
  • Introdução Temática
  • Período Faraónico
  • Período Babilónico
  • Período Pré-Helénico
  • Periodo Helénico
  • Período Romano
  • Período Medieval
  • Introdução às Relações Diplomáticas
  • O Fim da Dinastia de Avis
  • A Vinda dos Filipes para Portugal
  • Um Reinado Crescentemente Contestado
  • A Ascensão e Declínio de Filipe III
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Europeu
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Sueco e Holandês
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Francês
  • O Esforço Diplomático para o Reconhecimento Britânico
  • A Casa de Habsburgo e a Mescla com a Casa de Castela
  • A Cisão do Sacro-Império Romano-Germânico
  • Os Rivais do Poder Habsburgo
  • As Inovações de Vestefália
  • Uma Sinopse da Paz de Vestefália
  • O Período Setecentista
  • Contextualização ao Congresso de Viena
  • O Congresso de Viena - Resumo
  • O Equilíbrio de Poderes
  • A Reacção às Guerras Napoleónicas
  • O Concerto Europeu e a Santa Aliança
  • O Isolaccionismo Norte-Americano na Doutrina Monroe
  • Uma Paz Madura
  • Os Precedentes da Guerra da Crimeia
  • A Questão entre os Impérios Otomano e Russo
  • A Guerra da Crimeia
  • A Europa pós-Crimeia
  • O Processo Evolutivo de Construção do Estado Germânico
  • A Pactomania de Bismarck


  • O Alinhamento das Potências
  • Especificações Interpretativas
  • A Disputa Ideológica na América Latina
  • A Blitzkrieg
  • A Invasão da França
  • A Frente Oriental
  • A Entrada dos EUA na II Guerra Mundial
  • A Viragem na Guerra
  • A Capitulação da Alemanha
  • O Império Japonês
  • O Fim da Guerra
  • O Pós-Guerra Europeu
  • A Europa em Mudança
  • O Surgimento da Esquerda
  • A 2ª Internacional
  • A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
  • O Plano Marshall
  • O Conflito do Suez - Agravamento de Tensões
  • O Conflito do Suez - A Aliança anglo-franco-israelita

  • História Política Portuguesa
  • Introdução à Política em Portugal
  • Cronologia da História da Política Portuguesa do Século XIX
  • * Da Revolução à Primeira Coligação
  • * Da Primeira à Segunda Coligação
  • * Portugal nos Finais do Século XVIII
  • * Afrancesados e Fidalgos
  • * Portugal no Sistema de Alianças
  • * A Fuga das Cortes e a Revolução Liberal
  • Da Segunda Coligação ao Bloqueio Continental
  • Do Bloqueio Continental à 1ª Invasão
  • Da 1ª Invasão à Convenção de Sintra
  • * Da Convenção de Sintra à 2ª Invasão
  • Da 2ª Invasão às Linhas de Torres
  • Das Linhas de Torres à 3ª Invasão
  • * De Fontainebleau à Constituição de Cádis
  • * Da Constituição de Cádis ao Congresso de Viena
  • * A Europa Saída do Congresso de Viena
  • Das Invasões Francesas ao Pacto Colonial
  • Do Pacto Colonial à Revolução de 1817
  • Da Revolução de 1817 ao Sinédrio
  • Do Sinédrio à Revolução de 1820
  • Da Revolução de 1820 à Martinhada
  • * Do Congresso de Viena à Independência do Brasil
  • * Da Independência do Brasil à Crise Dinástica
  • Da Martinhada à Constituição de 1822
  • Da Constituição de 1822 à VilaFrancada
  • Cronologia do Vintismo
  • Detalhes do Vintismo
  • Da VilaFrancada à Abrilada
  • Da Abrilada à Morte de D. João VI
  • Cronologia do Joanismo
  • Da Morte de D. João VI à Carta Constitucional
  • Da Carta Constitucional ao Juramento Miguelista
  • Do Juramento Miguelista à Aclamação de D. Miguel
  • Cronologia do Cartismo
  • Da Aclamação de D. Miguel ao Terror Miguelista
  • Do Terror Miguelista à Sublevação da Terceira
  • Da Sublevação da Terceira à Abdicação de D. Pedro
  • Da Abdicação de D. Pedro ao Cerco do Porto
  • Do Cerco do Porto ao Volte-Face
  • Do Volte-Face a Evoramonte
  • Cronologia do Miguelismo
  • * Da Crise Dinástica ao Equilíbrio de Poderes
  • * Do Equilíbrio de Poderes à Secundarização de Portugal
  • De Evoramonte ao Governo D. Maria II
  • Do Governo de D. Maria II às Reformas de Silveira
  • Cronologia do Setembrismo
  • Das Reformas de Silveira à Belenzada
  • Da Belenzada à Revolta dos Marechais
  • Da Revolta dos Marechais à Constituição de 1838
  • Da Constituição de 1838 ao Cabralismo
  • Do Cabralismo à Revolta de Torres Novas
  • Da Revolta de Torres Novas à Maria da Fonte
  • Da Maria da Fonte à Emboscada
  • Da Emboscada à Patuleia
  • Da Patuleia à Regeneração
  • Cronologia do Cabralismo Pré-Patuleia
  • Cronologia da Patuleia
  • Cronologia do Cabralismo Pós-Patuleia
  • Balanço do 1º Quinquagenário do Século XIX Português
  • Da Regeneração ao Projecto Reformista
  • Do Projecto Reformista à Institucionalização dos Partidos Políticos
  • Da Institucionalização dos Partido ao Centrão
  • Do Centrão à Fusão
  • Da Fusão à Janeirinha
  • Da Janeirinha à Saldanhada
  • Da Saldanhada ao Novo Fontismo
  • Do Novo Fontismo ao Pacto da Granja
  • Cronologia da Regeneração
  • Do Pacto da Granja aos Ideais Republicanos
  • * A Europa de 1885
  • Dos Ideais Republicanos ao Ultimato Britânico
  • Do Ultimato Britânico ao 3º Acto Adicional

  • Nostrum Mundus
  • Portugal
  • Spain
  • Germany
  • France
  • Italy
  • United Kingdom (the)
  • Russia
  • Republic of Ireland
  • Austria
  • Poland
  • Belgium
  • Netherlands (the)
  • Luxembourg
  • Vatican City (the)
  • Finland
  • Sweden
  • Norway
  • Estonia
  • Latvia
  • Lithuani
  • Albania
  • Serbia
  • Macedonia
  • Croatia
  • Montenegro
  • Andorra
  • San Marino
  • Iceland
  • Georgia
  • Azerbeijan
  • Ukraine
  • Turkey
  • Switzerland
  • Slovenia
  • Slovakia
  • Romania
  • Monaco
  • Moldova
  • Malta
  • Liechtenstein
  • Hungary
  • Greece
  • Armenia
  • Belarus
  • Bosnia and Herzegovina
  • Bulgaria
  • Cyprus
  • Czech Republic
  • Denmark

  • Notas de Autor
  • Notas Introductórias
  • Cumprimentos Festivos
  • Remodelação Navegacional do Blogue
  • Apelo à Responsabilidade
  • Abertura do Fórum Symposium
  • Advertência ao Plágio
  • Transcrição de Artigos
  • Apreciação Confessional I
  • Apreciação Confessional II
  • Apreciação Confessional III
  • Expansão Temática do Nostrum Tempus
  • Publicação do Livro Nostrum Tempus
  • Prefácio à Obra Nostrum Tempus
  • Introdução à obra Nostrum Tempus
  • Notas Finais à obra Nostrum Tempus
  • Revisão do Nostrum Tempus
  • Solum Est Nostrum Pactum
  • Olhando o que por aqui se fez
  • Celebração Solene
  • Precaucação, Recomenda-se
  • Apreciação Confessional IV
  • Apreciação Confessional V
  • NostrumTempus.info Preview
  • De caneta na mão me confesso
  • Abertura Oficial do Portal Nostrum Tempus
  • Tempo que passa

  • Organização das Nações Unidas
  • O Princípio do Funcionalismo
  • As Organizações Inter-Governamentais
  • O Surgimento das Organizações Internacionais

  • Off-Topic
  • Four Theoretical Basis
  • The Rise and Fall of the Elites
  • The Everlasting Struggle
  • Westphalia's Legacy
  • Is NATO going Global?
  • NATO's prospective towards China
  • A Projecção da Política Externa Australiana
  • O Convénio APEC Sidney 2007
  • UN Official Pinpoints Key Global Inequality Factors
  • As Fronteiras e Alcance da OTAN
  • A Política Externa dos Estados Unidos no Ressurgimento do "Gigante Adormecido"
  • Breve Reflexão sobre o Problema do Sobre-Endividamento
  • A União Europeia e a Crise do Sistema de Defesa Anti-Míssil: Linhas de Força, Planos Estratégicos e o Projecto Comunitário


  • Ensaio sobre um Novo Paradigma da Teoria das Relações Internacionais
  • Sobre a Capacidade Homeostática e a Lei da Norma-Desvio-Norma
  • O Determinismo dos Contrários. A Importância da Percepção e Modelos de Acomodação de Variáveis Assimétricas
  • A Política como Sapientas Techne
  • Para uma Operacionalização dos Conceitos de Poder e Controlo
  • A Epistemologia do Controlo
  • O Controlo e a Longevidade dos Actores no Sistema Internacional
  • O Controlo e o Poder dos Actores no Sistema Internacional
  • O Controlo e o Número de Actores no Sistema Internacional
  • Palavras Finais e Conclusão


  • Reforma do Estudo de Relações Internacionais

  • Problemáticas das Relações Internacionais
  • Contextualizando Problemáticas
  • A Teoria das Relações Internacionais como Sociologia
  • O Complexo Relacional Internacional
  • As Relações Internacionais como Disciplina Autónoma
  • As Relações Internacionais como Política Internacional
  • A Internacionabilidade das Relações Internacionais
  • Investigação e Ensinamento das Relações Internacionais
  • O que é uma Teoria?
  • Abordagens e Instrumentos de Análise das RI
  • Teoria das Relações Internacionais (Stanley Hoffman)
  • O Problema dos Níveis de Análise Reconsiderado
  • O Problema dos Níveis de Análise em Relações Internacionais
  • Quantos e quais níveis?
  • Waltz e o debate Estructura vs. Unidade I
  • Waltz e o debate Estructura vs. Unidade II
  • O falso conflito entre Analistas de nível Estructural e de Unidade
  • Nacionalismo e Globalização
  • Nacionalismo como Ideologia
  • Nacionalismo como Movimento
  • Quatro Debates I
  • Quatro Debates II
  • Em Direcção a uma Era Pós-Nacionalista?
  • Temáticas Pertinentes ao Nacionalismo
  • A O.N.U. depois do Iraque
  • A O.N.U. e a Ocupação do Iraque
  • A Expansão das Operações de Campo da O.N.U., 03-04
  • O Painel de Alto Nível para Ameaças, Desafios e Mudança I
  • O Painel de Alto Nível para Ameaças, Desafios e Mudança II
  • Terminologia e Conceitos Chave
  • Política Económica Mundial numa Era de Globalização
  • A Economia do Pós-Guerra I
  • A Economia do Pós-Guerra II
  • A Ascensão da PEI no Estudo das Relações Internacionais
  • Abordagens Tradicionais à PEI: Liberal, Mercantilista e Marxista
  • Novas Abordagens à PEI - Escolha Racional
  • Novas Abordagens à PEI - Constructivismo Social
  • O Debate da Globalização para a Política Económica Internacional
  • Instituições Internacionais numa Economia Mundial Globalizada
  • Homem e Cidadão para as Relações Internacionais
  • Teoria do Homem e Cidadão para as RI
  • Direitos e Deveres dos Cidadãos
  • A Teoria Histórica das Relações Internacionais
  • Os Filósofos da História
  • Actores Transnacionais e Organizações Internacionais
  • Problemas com Abordagem Centrada no Estado
  • Empresas Transnacionais como Actores Políticos
  • A Triangulação do Comércio e Afins
  • Grupos Não-Legítimos como Actores Políticos
  • Organizações Não-Governamentais como Actores Políticos
  • A Globalização das Comunicações
  • Organizações Internacionais como Estructuras
  • Temáticas e Sistemas Políticos em Relações Internacionais
  • O Sistema Internacional
  • O Sistema de Balança de Poder I
  • O Sistema de Balança de Poder II
  • O Sistema de Balança de Poder III
  • O Sistema Bipolar Flexível
  • Regras do Sistema Bipolar Flexível
  • Regime Económico Internacional
  • A Internacionalização das Economias no Pós-II Guerra Mundial
  • A Importância da Descolonização nos Investimentos Internacionais
  • O Efeito Estabilizador do Investimento Internacional
  • Análise do Investimento Internacional no Curto e Longo-Prazo
  • O Problema da Dupla Tributação
  • Os Blocos Regionais de Integração
  • A Zona de Comércio Livre
  • A Intervenção Estatal no Investimento Internacional
  • A Tipologia das Empresas Internacionais
  • As Fases Evolutivas das Empresas Internacionais
  • A Segunda Fase Evolutiva das Empresas Internacionais
  • A Terceira Fase Evolutiva das Empresas Internacionais
  • As Instituições de Comércio Internacional
  • O Funcionalismo dos Blocos Regionais
  • Operacionalização do Conceito de Integração
  • A Distinção entre Cooperação e Integração
  • A União Aduaneira
  • A Integração Europeia
  • As Últimas Fases do Processo de Integração
  • As Etapas do Processo de Integração
  • Teoria da Integração Regional na Construção Europeia
  • O Processo Regional de Integração na América do Sul
  • A Associação Latino Americana de Livre Comércio e o Mercado Comum Centro Americano
  • O Pacto Andino
  • A Liberalização da América do Sul
  • Os EUA na Integração Sul Americana
  • O Projecto de Integração Sul Americano - Sinopse
  • Sobre o Comércio Internacional
  • A Organização Mundial do Comércio
  • Os EUA no GATT
  • A Cláusula da Nação Mais Favorecida
  • Os Princípios do Tratamento Nacional das Importações e Proibição das Restrições Quantitativas sobre as Importações
  • Críticas ao GATT
  • Outras críticas ao GATT
  • O GATT e as suas Rondas Negociais - Sinopse
  • Introdução à OMC
  • As Divergências entre a OMC e o GATT
  • As Inovações da OMC
  • O Efeito Estabilizador do Investimento
  • Análise do Investimento Internacional a Curto e Longo Prazo
  • Tipologia do Investimento Internacional
  • O Porquê do IDI
  • Interesses do investimento para o País Receptor
  • Políticas de Atracção de Investimento Internacional
  • Critérios de Escolha do Investimento
  • A OMC e o Sector Agrícola
  • A OMC e o Sector dos Têxteis e Vestuário
  • A OMC e a Propriedade Intelectual
  • As Serpentes Monetárias Europeias
  • A Moeda Escritural ECU
  • O Caminho até à Moeda Única


  • Análise das Relações Económicas no Mundo Lusófono - Introdução
  • A Economia Portuguesa
  • A Economia Brasileira
  • A Economia Angolana
  • A Economia Moçambicana
  • A Economia Cabo-Verdiana
  • A Economia São-Tomense
  • A Economia Guineense
  • A Economia Timorense
  • O Investimento Directo Internacional
  • A Internacionalização da Produção
  • As Taxas Cambiais e sua Flutuação nos Mercados Internacionais
  • O Sobre-Endividamento
  • Palavras Finais

  • Resenhas
  • Bessa, O Olhar de Leviathan - Evolução do Objecto
  • Fukuyama, A Construção de Estados - Âmbito e Força do Estado
  • Dias, Geopolítica - Teses de Mackinder
  • Huntington, O Choque de Civilizações - Uma Nova Perspectiva
  • Fukuyama, A Construção de Estados - Transferibilidade Institucional
  • Lara, Colonização Moderna e Descolonização - 1ª Onda de Colonização
  • Lara, Colonização Moderna e Descolonização - 2ª Onda de Colonização
  • Frattini, A Santa Aliança - A Fundação da Santa Aliança
  • Keegan, Uma História da Guerra - Guerra Verdadeira e Real
  • Keegan, Uma História da Guerra - Fortificações
  • Moreira, O Novíssimo Príncipe - O Golpe do MFA
  • Queiroz, A Europa - Um Retrato da Vida das Nações
  • Moreira, O Novíssimo Príncipe - A Pátria da Revolução dos Cravos
  • Lepenies, A Ascensão e Declínio dos Intelectuais na Europa - Resenha
  • Lepenies, A Ascensão e Declínio dos Intelectuais na Europa - A Morte de Deus pela Ciência
  • Kissinger, Precisará a América de uma Política Externa? - Resenha
  • Kissinger, Precisará a América de uma Política Externa? - Um Roteiro para o Médio Oriente
  • Kissinger, Precisará a América de uma Política Externa? - Uma Política para o Conflito Israelo-Palestiniano
  • Lenine, O Direito das Nações Disporem de Si Próprias - O Programa do Partido
  • Lenine, O Direito das Nações Disporem de Si Próprias - Resenha
  • Moreira, O Novíssimo Príncipe - Resenha
  • Kissinger, Precisará a América de uma Política Externa? - O Mundo em Análise
  • Lepenies, A Ascensão e Declínio dos Intelectuais na Europa - A Melancolia Utópica
  • Page, The First Global Village: How Portugal Changed the World - Resenha
  • Kant, Fundamentação da Metafísica dos Costumes - Os Fundamentos da Filosofia Grega

  • Teoria das Relações Internacionais
  • Operacionalização de Conceitos
  • Distinções entre Análises das RI
  • Métodos de Estudo das RI
  • Metodologias Qualitativas & Quantitativas
  • Terminologia de Investigação
  • Planos Ontológico & Epistemológico
  • Evolução da Definição de Actor
  • Definições Exemplificativas de Actor
  • O Actor Estado
  • Elementos Constitutivos do Estado
  • Princípios de Perpetuação da Soberania
  • Competências Externas dos Estados
  • Características das Organizações Internacionais
  • Classificação das Organizações Internacionais
  • Adesão e Expulsão de Membros em Organizações Internacionais
  • Os Actores Transnacionais
  • Organizações Não-Governamentais
  • Empresas Multinacionais
  • Análise Sistémica
  • Teoria da Decisão & Níveis de Análise
  • Teoria da Decisão & Condicionantes
  • Teoria da Decisão & Modelos
  • Teoria do Conflito & Características
  • Teoria do Conflito & Origens
  • Teoria do Conflito & Evolução
  • Teoria da Crise & Características
  • Teoria da Crise & Génese e Classificação
  • Teoria da Crise & Gestão e Resolução
  • Teoria do Conflito & Instrumentos de Resolução
  • Diplomacia e Negociação
  • Bons Ofícios, Mediação, Conciliação e Inquérito
  • Instrumentos Jurídicos
  • Teoria Geral dos Sistemas em RI
  • Modelos de Sistemas Internacionais
  • Evolução Sistémica
  • O Conceito de Mudança Transformacional
  • Teoria da Cooperação & Teoria da Comunicação
  • Tendências Regionalistas/Integracionistas
  • Teorias da Integração
  • Paradigma da Dependência & Fundamentos Teórico-Epistemológicos
  • Teoria da Dependência & Caracterização Paradigmática
  • Teorias da Dependência
  • Teoria do Sistema-Mundo
  • Teoria dos Ciclos-Longos
  • Críticas ao Paradigma da Dependência
  • Paradigma Clássico ou Realista
  • Teorias Realistas & Interesse como Poder
  • Críticas ao Realismo
  • O Idealismo
  • Críticas ao Idealismo
  • Superação do Realismo & Cientifismo
  • Abordagens Quantitativo-Matemática & Behaviorista
  • Críticas ao Behaviorismo

  • Teoria do Estado
  • A Invenção da Polí­tica
  • Poder & Poder Polí­tico
  • Autor & Autoridade
  • Legitimidade & Poder
  • Classificação Dimensional de Poder
  • Classificação Decisional de Estado
  • Classificação Relacional de Estado
  • Tipologia Interna do Estado Moderno
  • Tipologia Externa do Estado Moderno
  • Instrumentos Legais das Ideologias
  • Comunidade & Sociedade
  • Estado e Nação
  • Classificação entre Estado e Nação
  • Estudo Comparado da Revolução
  • Estudo Comparado do Golpe de Estado
  • O Sistema Social das Castas
  • Huntington & Classificação de Guerra
  • A Centralidade da Educação na Política
  • Sistema Petrolífero Mundial
  • Nacionalismo vs. Patriotismo I
  • Nacionalismo vs. Patriotismo II

  • Teóricos Políticos
  • Platão & Política
  • Platão & Liberdade e Justiça
  • Platão & Religião
  • Platão & Classificação de Governo
  • Platão & Classificação de População
  • Aristóteles & Criação da Polis
  • Aristóteles & Cidadania
  • Cícero & Naturalização da Razão
  • Cícero & Estoicismo
  • Santo Agostinho & Política Teológica
  • São Tomás de Aquino & Regresso da Política
  • São Tomás de Aquino & Uma Nova Política Antiga
  • Maquiavel & Península Itálica
  • Maquiavel & Estado
  • Maquiavel & Separação entre Política e Moral
  • Jean Bodin & A Reforma
  • Jean Bodin & Conceito de Soberania
  • Jean Bodin & Poder Anárquico
  • Thomas Hobbes & Contexto Europeu
  • Thomas Hobbes & Leviatã
  • Thomas Hobbes & Soberania
  • John Locke & Demoliberalismo
  • John Locke & Direito Tríplice
  • Althusius & Europa em Mudança
  • Althusius & Simbiótica de Estado
  • Suarez & Demoliberalismo Pré-Locke
  • Montesquieu & Aristocracia Francesa
  • Montesquieu & O Espírito das Leis
  • Montesquieu & Poder vs. Contra-Poder
  • Rousseau & Contextualização Teórica
  • Rousseau & Revolução Francesa
  • Rousseau & Perspectiva Europeia
  • Rousseau & Era Napoleónica
  • Rousseau & Ávido Crítico
  • Rousseau & Estado de Natureza
  • Rousseau & Contracto Social
  • Estudo da Política : 1ª Fase
  • Estudo da Política : 2ª Fase
  • Estudo da Política : 3ª Fase
  • Estudo da Política : 3ª Fase (II)
  • Exercício Teórico I
  • Exercício Teórico II
  • Exercício Teórico III
  • Exercício Teórico IV

  • Tratados
  • Lista de Tratados Internacionais
  • 1140, Tratado de Zamora
  • 1360, Tratado de Brétigny
  • 1815, Congresso de Viena
  • Entrevista a Isabel David - A Importância da Europa Oriental nos Contextos Regional e Mundial de Potências
    November 29, 2007
    Entrevista à Mestre em Relações Internacionais pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa, Isabel David, em Novembro do ano de 2007.




    Diferentes são as acepções geográficas, outras as culturais, e até as territoriais que abrangem a concepção de Europa Oriental em numerosa literatura. No entanto, independentemente da sua conceptualização, parece evidente a sua importância no contexto europeu que, ao longo dos tempos, caracterizou o sistema que ficou conhecido como o Euromundo. Para a Professora, qual seria a definição de Europa Oriental, e o que lhe permite justificar essas fronteiras?

    1. A Europa estende-se, por definição geográfica, da Europa aos Urais, na Rússia. Que os Russos são profundamente europeus, não tenho a mais pequena dúvida. Aliás, basta olhar para a riquíssima literatura russa, nomeadamente para Dostoievsky, e perceber a auto-percepção que aquele povo tem de si como a vanguarda da defesa do continente europeu. E tal estende-se mesmo às populações de etnia russa que habitam na parte asiática daquele país, quer seja na Sibéria profunda, em Irkutsk, por exemplo, ou no extremo mais oriental, como em Vladivostok, que, aliás, significa literalmente “domínio dos orientais”. Uma curiosidade, mas que diz muito quanto ao europeísmo da Rússia, está na particular arquitectura das igrejas russas, sobretudo nas cúpulas, em forma de bolbo, que surgiram a partir do século XVI, quando os Russos começaram a derrotar os povos muçulmanos. Essas cúpulas lembram os turbantes dos povos muçulmanos e simbolizam a supremacia russa sobre eles.

    Há, contudo, um problema de auto-percepção neste debate e que não pode ser ignorado, que tem a ver com o facto de não se poder usar a expressão “Europa Oriental” ou “Europa de Leste” indistintamente, independentemente do facto de ela ser comummente associada aos países que estavam incluídos na antiga Cortina de Ferro (note-se a notável excepção da Jugoslávia de Tito). De facto, “Leste” tem uma conotação profundamente negativa para a maioria deles porque os afasta da Europa propriamente dita, entendida como um espaço cultural e civilizacional, e os amarra a um passado que preferem fingir que nunca existiu, pelo que preferem incluir-se a si próprios na categoria de “Europa Central”. Estou a referir-me a República Checa (se olharmos para o mapa, está, de facto, no centro do tal espaço que vai do Atlântico aos Urais), Polónia, Hungria, Eslovénia, Croácia (Oriental é aí conotado com atraso, ortodoxia). A qualificação de “Leste”, deixam-na para outros, como a Rússia.

    Para mim, Europa Central e Oriental inclui um espaço talvez mais cultural e religioso (as afirmações do Papa não são de todo descabidas) que se refere apenas aos países do Pacto de Varsóvia e a ex-Jugoslávia. Excluiria países como a Turquia ou mesmo Arménios e Georgianos, que são cristãos, e outras repúblicas ex-soviéticas (à excepção dos Bálticos, claro).





    No entanto, apesar da delimitação geográfica, parece-nos difícil identificar um único factor que nos permita congregar as várias populações sob um mesmo estandarte. Concorda que esta região é uma manta de diversidade demasiado heterogénea para permitir uma estabilização a médio-longo prazo que permita a completa realização do Estado-nação à maneira europeísta?

    2. É, de facto, um espaço muito heterogéneo. Etnicamente, inclui Eslavos (Checos, Polacos, Eslovacos, Eslovenos, Russos, Ucranianos, Sérvios, Croatas, Bósnios...), os Romenos (que são um misto de Latinos e Eslavos), os Húngaros, que pertencem a um grupo diferente, juntamente com Finlandeses, Letões e Estonianos.

    Mas julgo que o Estado-nação é um mito. Mesmo na Europa dita Ocidental há muito poucos Estados que correspondem a essa noção: Portugal e pouco mais. E não me refiro a questões que tenham surgido com a imigração; estou a falar de minorias históricas, que habitam desde sempre nestes países. A França tem problemas com Corsos, Bretões, Alsacianos e Lorenos (que falam alemão), Bascos. A Itália tem minorias de língua alemã, francesa, eslovena, albanesa. A Espanha tem Bascos, Catalães, Galegos. A Alemanha tem uma minoria Frísia (que se estende à Holanda e à zona sul da Dinamarca) e outra de língua checa (os Sorben). E por aí adiante...

    No espaço da Europa Central e Oriental há muitas situações interessantes. A Polónia e a Checoslováquia expulsaram as suas populações alemãs no final da II Guerra (seis milhões e três milhões, respectivamente), logo, poucos problemas têm... Se bem que existe uma minoria polaca na Ucrânia. O maior problema, e que tem inquinado as relações com vizinhos, reside na Hungria, que tem minorias na Eslováquia, Roménia e Sérvia, que resultam do facto de cerca de metade do seu território lhe ter sido amputada no final da I Guerra Mundial em Trianon (França), na sequência da sua derrota ao lado dos impérios centrais. Os húngaros concederam a essas minorias verdadeiros direitos de cidadania. Aliás, muitas famílias foram separadas por esses tratados assinados nesse palacete em Versailles.

    A Ucrânia tem cerca de 100 minorias étnicas. A independência que boa parte desses países só alcançou após a I Guerra Mundial deixou minorias por toda a parte, que têm a ver com o carácter multinacional do Império Austro-Húngaro, do qual os novos Estados tinham feito parte. Só a Checoslováquia tinha uma verdadeira democracia e poucos problemas existiam. Até à ocupação pela Alemanha nazi em 1938...

    Aliás, é curioso verificar que ainda hoje existem minorias de língua alemã na Hungria e na Roménia, resultado das migrações que se iniciaram no século XIV. Mais interessante é ver a palavra que os povos eslavos arranjaram para “Alemão” e que tem a ver com o facto de essas minorias nunca terem aprendido as línguas dos territórios onde se instalavam: “Nemci”, que significa, literalmente “mudos”.




    Com o colapso da União Soviética e sucesso da Comunidade Económica Europeia, aquela recuou às fronteiras da contemporânea Rússia, enquanto que esta procura ocupar o vazio de poder ocupado. Contudo, desde as disputas entre o Império Otomano e Áustria-Hungria que a região balcânica da Europa Oriental tem sido objecto de cobiça dos grandes impérios, enquanto que a sua região Norte caiu vítima dos avanços e retrocessos ora da Prússia, da Rússia, quando o Reino da Polónia sofria o conhecido “efeito sandwich”. Conseguirá a União Europeia conciliar os problemas da integração já existentes com o desafio multi-dimensional de integração dos países desta região conturbada?

    3. A integração destes países na União Europeia teve de confrontar-se primeiramente com as dificuldades económicas e com a sua problemática adaptação a um modelo dito “capitalista”. Para isso, muito dinheiro foi lá investido pela União, ainda antes da adesão. A UE foi primeiro encarada pelos PECO (Países da Europa Central e Oriental) com grande entusiasmo, por simbolizar o regresso à Europa e uma garantia de verem a sua independência face aos Russos garantida. Mas, à medida que aumentava o tempo de espera para a adesão e se viam confrontados com a exigência de reformas económicas, sociais e políticas para preencherem os critérios indispensáveis ao processo, as expectativas foram transformadas em cepticismo e ressentimento. Não eram soberanos nos tempos anteriores à queda do Muro e rapidamente perceberam que não o seriam dentro da UE. Depois, alguns, como a Polónia, são encarados como “agentes” ligados aos Estados Unidos, apelidados pelos Alemães de “burros de Tróia”. Há que ver que a adesão à NATO, que para boa parte deles foi anterior à adesão à UE, respondeu mais prontamente às suas expectativas, nomeadamente a de garantia contra a ameaça do anterior irmão eslavo, a Rússia. E há que ver também que foi graças ao apoio norte-americano que eles se tornaram independentes a seguir à I Guerra Mundial. Basta atentar nos 14 Pontos de Wilson... Por outro lado, a saída do bloco soviético representou a entrada na esfera de influência da Alemanha, que apoiou prontamente a adesão dos PECO à UE por interesses económicos evidentes, que em muito desagradou a estes países: uma sensação de déjà vu, pelo ódio profundo que continuam a sentir pelos “Nemci”.

    Os PECO têm claramente um sentimento de que são sempre “lixados” pela História, de que são sempre os primeiros a se darem mal quando há problemas. Veja-se o ressentimento dos Checos, que, antes de serem vendidos aos Alemães em Munique em 1938 por Britânicos e Franceses, e, sobretudo, antes de integrarem a órbita soviética, tinham um nível de vida equiparável à Suíça ou à Suécia. E se há uma coisa que eles, os PECO, conhecem bem é a sua História...

    Por outro lado, a UE tem gerado ressentimentos por causa das minorias. Um dos critérios para a adesão foi o respeito pelas minorias nesses países, pelo que eles lhes tiveram de dar direitos (nomeadamente culturais e políticos) em função das reivindicações que surgiram com a queda do bloco soviético. E essas exigências não são nada populares em países que durante muito pouco tempo na sua História foram soberanos... É um facto que muitas dessas minorias usam a UE para exigirem cada vez mais dos governos dos países onde vivem. Por outro lado, temos o caso das minorias russas nos países Bálticos, que continuam a ter motivos para se queixarem do tratamento a que são sujeitas, sem que a UE se preocupe muito com isso...




    Até que ponto não será a Europa Oriental a derradeira arena de confrontação, directa ou indirecta, entre os poderes europeu e russo nos seus planos de afirmação regional?

    4. Remeto para a resposta que dei anteriormente. Acrescento apenas que todas as grandes potências têm uma zona natural de influência. É o caso da Rússia, sobretudo nas ex-Repúblicas da URSS, onde continua a ter um número significativo de minorias. É óbvio que a chegada da NATO às fronteiras desses países se apresenta como uma provocação para Moscovo e que esses países se colocam na linha de fogo... Mas a geografia foi-lhes madrasta...




    Ainda relativamente ao alargamento para a Europa Oriental, parece-nos que o eixo nuclear da União Europeia desloca-se para Leste, arrastando consigo toda uma mecânica processual que coloca Portugal numa situação deveras dificultada. Será este deslocamento uma tentativa da União rejuvenescer a sua economia e ímpeto fundacional, ou antes um passo necessário para assegurar alguma estabilidade e amortecimento das tensões que caracterizam a região antes que estas colocassem à União maiores problemas no futuro?

    5. Remeto novamente para a resposta nº 3. Acrescento que um espaço de riqueza como é a UE naturalmente abre o apetite das populações, que querem também daí colher benefícios. Aliás, a Comunidade Económica Europeia tal como surgiu em 1957, pretendia desde logo ser um pólo de atracção sobre estes países sujeitos ao controlo da URSS e, desse modo, desestabilizar o bloco soviético. A galinha da minha vizinha... Para além da riqueza, a liberdade é sempre um atractivo. Ora, a opção de alargamento a Leste da UE deve ser vista não só do ponto de vista económico, com a abertura de novos mercados e acesso a uma mão-de-obra mais barata e qualificada, mas também como um factor de estabilidade, no sentido em que, alargando a riqueza a esses países, se evita, desde logo, que a UE seja inundada por pessoas em busca de melhores condições de vida. Nesse sentido, a UE tem um cariz demasiado economicista e, concordando com Jean Monnet, pai da organização, “se tivesse de começar de novo, começaria pela cultura”.




    Será possível antevermos o surgimento de um Estado que ganhe alguma preponderância na Europa Oriental que, não lhe sendo exterior, consiga imprimir uma nova dinâmica de desenvolvimento e exercer um diálogo Leste-Oeste entre a UE e a Rússia?

    6. Pelas razões enunciadas anteriormente, por motivos históricos, culturais e políticos, só vejo um país capaz de ter uma relação privilegiada com a Rússia: a Alemanha. Mas não sei se isso repetiria demasiado a História...




    Subitamente, e após algum apaziguamento pós-Guerra Fria, a Europa Oriental volta a ganhar grande parte da sua importância estratégia no equilíbrio de potências mundial. Qual o real impacto do sistema de defesa anti-míssil que os EUA pretendem instalar em solo europeu, com o consentimento da maioria dos Estados-membros da UE, e inclusive com acérrima defesa da Polónia e República Checa?

    7. O sistema anti-míssil parece-me mais dirigido contra a Rússia do que contra o Irão, embora eu não acredite nas boas intenções do Presidente iraniano. Parece-me que não se pode repetir a História e fazer como Grã-Bretanha e França em 1938, quando venderam os Checos a Hitler, pensanso que isso o apaziguaria. Também não sei se uma intervenção armada é a melhor solução. E aqui a Rússia é um actor de peso. Artigos em revistas académicas e jornais contra a “ameaça russa” é o que não pára de surgir. Os falcões da Administração norte-americana não se cansam de dizer que a verdadeira ameaça vem da Rússia, que deixou de lado a democracia. Neste sentido, como não entender a preocupação dos Russos ? A História já demonstrou várias vezes que as grandes potências não podem ser humilhadas. A vingança surgiu sempre.

    Quanto ao consentimento desses países, ele limita-se aos governos pró-americanos que aí estão. As populações são maioritariamente contra, sobretudo na República Checa, onde, mais uma vez, devem estar a sentir que estão a ser envolvidos em algo e que mais tarde pagarão a factura.



    Em que medida é que a influência de Moscovo se faz sentir nestes países? Pretenderá a Rússia reanimar um antigo impulso imperial de expansionismo, como assim poderíamos interpretar a existência da Comunidade de Países Independentes, e outras parcerias bilaterais nestes estados vizinhos?

    8. Como já referi, é natural que uma grande potência como a Rússia tenha a sua zona de influência, o que, numa perspectiva maquiavélica das Relações Internacionais, é normalíssimo. Neste sentido, não percebo a indignação dos que alertam para a Rússia. Além disso, existe a questão das minorias russas em muitos desses países: Bálticos, Ucrânia, Moldávia...

    Há ali um país que tradicionalmente tem tido uma relação mais próxima com a Rússia: a Eslováquia, para além da Bielo-rússia, até porque os dois dependem fortemente daquela na questão energética. Este é o ponto-chave. A Rússia sabe que os PECO dependem dela em termos energéticos e daí o uso dessa arma nas relações bilaterais. Houve recentemente, em Julho, uma cimeira nos Balcãs relativa a essa matéria, que incluiu a Itália. Nesse contexto, a Turquia joga um papel fundamental porque pode fornecer um eixo alternativo de abastecimento energético.




    O fenómeno nacionalista nos Balcãs afigura-se uma problemática regional de grande importância bem além do seu espectro geográfico. Constituirá uma ameaça ao processo de integração europeu, à política externa russa na zona, uma arena de conflitualidade entre ambos, ou antes um fenómeno estritamente localizado e sem a importância que outrora gozou?

    9. O “vespeiro dos Balcãs”, como alguém lhe chamou, continua uma área fundamental porque revela as divisões das potências ocidentais. As independências na ex-Jugoslávia confirmaram isso mesmo, dividindo a UE e demonstrando que esta está muito longe de ser uma verdadeira “união”, antes sendo um fórum onde os Estados vão chegando a acordos de cariz meramente económico. De tal forma que tiveram de ser os EUA a intervir na região. Alemanha, Áustria e Vaticano imediatamente apoiaram a secessão da Eslovénia e Croácia, antecipando-se a uma posição comum da União. Já a França sempre foi tradicional aliada da Sérvia. Além disso, a Rússia e a Grécia apoiam claramente a Sérvia (a religião ortodoxa joga aqui um papel essencial). A Espanha junta-se a estes dois contra a independência do Kosovo.

    Esta região é, além disso, uma mistura de etnias, reflectindo o choque de dois grandes impérios, o Otomano e o Austro-Húngaro. O único Estado saído da ex-Jugoslávia sem este problema é a Eslovénia, que tem minorias na Áustria e na Itália. Mesmo pequenas entidades como o Kosovo têm variadas minorias, entre Sérvios, Turcos, Gorani, etc. Tito conseguiu manter a Jugoslávia unida, afrontando mesmo Stalin, contribuindo para um sentimento de orgulho pela excepção jugoslava, mas a emergência de líderes ambiciosos e as divisões económicas do país ditaram o resultado final. A Croácia, a Bósnia e a Macedónia passaram para a órbita norte-americana e são totalmente protectorados ocidentais, nomeadamente as duas últimas, que dependem da presença de forças internacionais para se manterem estáveis. A Sérvia sente-se, não sem razão, totalmente humilhada, chegando mesmo Vojislav Kostunica a afirmar que puseram o país a pedir de joelhos. Não é de estranhar que os sentimentos nacionalistas continuem bem vivos... Mas refira-se também que continua a existir em muitos sectores, nomeadamente académicos, um sentimento de “jugo-nostalgia” – aqueles que acham que continua a fazer sentido a existência de uma “Eslávia do Sul”, tradução literal de Jugoslávia, até porque o que não falta por ali são pessoas com origens mistas.

    Depois há um outro despojado pela História, a Bulgária, cujo território foi também retalhado no final da I Guerra Mundial. E, como já referi, todos eles conhecem profundamente a sua História. E não a esquecem.




    Para finalizar, que cenários prevê a Professora para a região? Que futuros e que perigos?

    10. Se o Kosovo se tornar independente, será uma bomba-relógio. Terá de ser, como os outros países da ex-Jugoslávia, um protectorado ocidental, sem prazo para terminar. São ressentimentos que duram há séculos e que à mínima oportunidade ressurgem. Era fundamental a sua integração no espaço da União Europeia, para atingirem uma estabilidade mínima.

    Quer se queira, quer não, a Rússia terá sempre de ser um interlocutor privilegiado, com Putin ou não, veremos, sem esquecer o papel fundamental da Turquia, a quem foi prometida a adesão e continua à espera, gerando expectativas na sua população e que estão as ser defraudadas.

    Mas como alguém diria, prognósticos, só depois do resultado...

    Labels:

    Escrito por Tiago  
    0 Comments:
    Post a Comment
    << Home
     
    Sobre o Nostrum Tempus ©
    Logo
    O Autor

    Tiago Alexandre Fernandes Maurício
    Lisabona, Portugal

    Ver o meu perfil
    Copyright ©
    Todos os Direitos Reservados ©.
    O conteúdo deste sítio encontra-se protegido por leis de Copyright. A sua transcrição, total ou parcial, apenas poderá ser feita mediante permissão do autor.

    All Rights Reserved ©.
    This site's content is protected by Copyright laws. Its transcription, totally or partially, requires due permission by the author.

    Creative Commons License
    This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial- No Derivative Works 2.5 Portugal License.
    Adicionar aos favoritos
    Add to Technorati Favorites



    Actualizações Nostrum Tempus
      follow me on Twitter
      Últimos Artigos
      Arquivos
      Widgets
      Academics blogs
      Estou no Blog.com.pt
      BlogBlogs.Com.Br
      Student Activism Blogs - BlogCatalog Blog Directory

      Blogger TrackerBlogger Templates





      Partilhar no Facebook

      Digg!




      Adicionar o meu Perfil em MySpace.com
      Visitas
      Locations of visitors to this page
      Novo mapa de visitas




      free hit counter
      www.website-hit-counters.com

      Leitor(es) Online


      Creative Commons License
      This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial- No Derivative Works 2.5 Portugal License.
      Translate 2


      Template by

      Free Blogger Templates

      BLOGGER

      Add-Ons
      Firefox 2







       

      Última Actualização: 13/12/2008